O técnico em calçados Cacildo Ribeiro Pinto, 36, morreu sábado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O homem havia sido transplantado com um dos rins da menina Letícia Massucato Resende, 11, que morreu depois de ser baleada na cabeça pelo próprio pai na tragédia da Rua Ouvidor Freire.
Cacildo foi transplantado no dia 27 de outubro, dois dias depois da morte cerebral de Letícia. O transplante foi realizado com sucesso e ele se recuperava bem. Quinze dias depois, segundo parentes próximos, seu quadro apresentou complicações – a família não soube dizer quais, mas alega que não foi em decorrência do transplante.
Na segunda-feira da semana passada, Cacildo foi internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) com infecção generalizada. Às 16h45 de sábado, ele não resistiu e morreu.
No dia 5 de novembro, a mulher de Cacildo, a fotógrafa Joice Ribeiro, deu entrevista ao Comércio. Estava feliz com a oportunidade que o marido havia ganho para poder levar uma vida normal, sem a necessidade de fazer diálise peritoneal (filtragem de sangue) todas as noites.
Joice contou que Cacildo descobriu o problema renal em setembro de 2007. Segundo ela, seus rins funcionavam com apenas 10% da capacidade. A única esperança de melhora de vida era o transplante, o que ocorreu no dia 27 de outubro.
Além de Cacildo, um policial de 50 anos, que havia recebido o fígado de Letícia, teve complicações pós-cirúrgicas e morreu dez dias depois do transplante no hospital de Sorocaba.
ENTENDA O CASO
Cacildo e outras seis pessoas foram transplantados com os órgãos doados dos irmãos Letícia e Alexandre Freitas Massucato. As crianças foram vítimas da tragédia da Rua Ouvidor Freire, no Centro.
Na manhã do dia 24 de outubro, o ex-seminarista Hélder Massucato Rezende, 46, atirou na mãe, Lourdes Massucato, 75; na mulher, a cabeleireira Valéria de Freitas, 37; nos filhos – as gêmeas Letícia e Júlia, 11, e Alexandre, 7. Logo em seguida, Hélder cometeu suicídio. Lourdes morreu na hora. Letícia e Alexandre tiveram morte cerebral constatada no dia seguinte.
Valéria já recebeu alta hospitalar e Júlia permanece internada na Santa Casa de Franca, em coma.
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1 Comentário
09/08/2009 às 17:28
A verdade é, que sem JESUS as pessoas estão perdidas neste mundo. As crianças tenho certeza estão com DEUS nesta hora. Mas este pai suicida não vera nunca a excelencia de DEUS em sua vida eterna, ele a perdeu para sempre. É uma fatalidade muito triste.