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História Expressa: Há 50 anos, em 21 de abril de 1960, inauguração de Brasília

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Por Andréia Xavier

A cobertura do Jornal “Comércio da Franca”:

A inauguração de Brasília repercutiria internacionalmente. Em várias importantes cidades do mundo. Cerimônias seriam celebradas em Lisboa, Milão e no Vaticano, com direito a uma alocução do Papa aos brasileiros congratulando-nos pela nova capital, transmitida pela Rádio Vaticano. Na França e em Viena, pronunciamentos de discursos por parte de autoridades e repicar de sinos. Seis páginas sobre Brasília na revista Times, tema principal da seção latino americana, quatro delas à cores sob o título: “A Brasília de Kubitschek – onde há pouco cruzava o jaguar, agora se desenvolve uma metrópole”. Em Tóquio a imprensa japonesa dedicou extensas reportagens à inauguração chamando-a ‘a capital do futuro’.

JK deixou com um “viva ao estado da Guanabara” a sacada do Palácio do Catete, despediu-se pessoalmente de todos os funcionários e viajou para Brasília com uma comitiva composta pelo vice-presidente, João Goulart, Dom Helder Câmara, o poeta e amigo pessoal Augusto Frederico Schimidt, o ministro da fazenda, além de sua esposa e filhas. Chegou à capital à tarde, compareceu ao ‘Catetinho’, a primeira residência presidencial na nova capital, onde inspecionou carros de fabricação nacional que participariam das provas automobilísticas que se realizariam nas celebrações da inauguração.

Pessoas não paravam de chegar. Dada à absoluta falta de economia, milhares de forasteiros dormiam ao relento. Os jornalistas que foram fazer a cobertura sofriam por falta de acomodações.

Seis toneladas de fogos dariam as boas vindas à capital à zero hora do dia 21. A população passou a noite em claro para assistir ao que os brasilienses classificaram como ‘ a alvorada da nova capital’.

O presidente JK oficializou a palavra ‘candango’ ao dirigir-se em seu discurso aos operários que construíram Brasília. O chefe do Governo declarou que com grande honra incluía seu nome “entre os de milhares de candangos que se esforçaram para a realidade do sonho de ontem”.

Alfredo Palermo destacava na Objetiva: ‘de Franca à Brasília temos 810 quilômetros de chão. Só metade do caminho é pavimentado por asfalto. O resto é estrada de terra, horrorosa, com ondulações miúdas, valetas e buracos de irritar’. Relata haverem saído de Franca em uma Kombi às sete horas e chegado à Goiânia às vinte horas. Diz o professor Palermo: ‘Minha primeira homenagem é para a indústria automobilística nacional: a perua Wolkswagen levou nove pessoas e consumiu 90 litros de gasolina a um preço médio de catorze cruzeiros o litro, acentue-se que a velocidade média foi de 60 km sem um incidente, sem um contratempo’.

Celebrações também em Franca

A partir da zero hora a cidade também festejou a nova capital. O Hino Nacional foi executado na Concha Acústica. Sirenes de ambulâncias, buzinaço e fogos anunciavam a capital federal. Após o repicar de sinos, uma corporação musical, num caminhão de som, percorreu a cidade acompanhada de dezenas de automóveis e jipes. Celebrou-se também uma missa na Igreja Matriz com presença de autoridades do município.

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Written by GCN Comunicação

21/04/2010 às 14:25

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