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GCN encerra primeira série de oficinas ‘O jornal na sala de aula’

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Por Nelise Luques

No encerramento da série de oficinas “O jornal na sala de aula”, realizada pelo Grupo Corrêa Neves de Comunicação pela primeira vez, os professores puderam realizar um desejo alimentado durante os encontros promovidos desde agosto deste ano. Para fechar com chave de ouro o projeto, os participantes puderam finalmente ver a impressora do parque gráfico do GCN em funcionamento. Na tarde de ontem, assistiram à impressão da edição do Caderno Nossas Letras, que circulará no próximo sábado.

Acompanhadas da jornalista Sônia Machiavelli, editora do caderno, as professoras ouviram entusiasmadas as explicações sobre o processo de impressão do jornal feitas por Robson Vieira, supervisor do parque gráfico, e Marlus Dany, responsável pelo controle de qualidade. Os funcionários explicaram que as páginas são gravadas direto do computador numa chapa de metal antes de serem colocadas na impressora. Quando as páginas são coloridas, é preciso gravar quatro chapas para as cores primárias – magenta (vermelho), ciano (azul), amarelo e preto – que, combinadas, resultam nas cores impressas nas páginas. Depois, os convidados conferiram a próxima edição dos Nossas Letras em primeira mão e levaram um exemplar para casa. No final da visita ao parque gráfico, todas aplaudiram o encerramento do projeto.

Daniele Justino, 25, professora do 4º ano da Escola Municipal “Hélio Paulino Pinto”, foi uma das mais impressionadas. “Adorei a máquina. Não existe algo igual. Foi uma grande surpresa. Todos estão de parabéns. Vendo a máquina funcionar entendi melhor porque da paixão de todos vocês com esse trabalho”, disse.

Desde 12 de agosto, o GCN realizou oito encontros quinzenais no Auditório “Jornalista Corrêa Neves”, todos coordenados pela professora de Língua Portuguesa, Maria Ângela Chiachiri (leia mais nesta página). Para encerrar o projeto piloto da série de oficinas “O jornal na sala de aula”, o tema abordado foi poesias. Maria Ângela aproveitou a proximidade do aniversário de Franca, dia 28 de novembro, e escolheu três poemas sobre a cidade. Dois deles foram publicados pelo Comércio, no Clubinho, dia 7 de outubro. São eles: “Vivo onde pousam, pousam onde vivo”, escrito pela aluna Denise Alves Rodrigues, 10, da Escola Municipal “José Mário Faleiros”, e o outro, “Minha Bela e Linda Franca”, de Lidiane Gabriel Ferreira, da Escola Municipal “Professor Hélio Paulino Pinto”. O terceiro poema foi escrito pelo historiador José Chiachiri Filho e se chama “Minha Franca, Minha Amada”.

No encontro, foram discutidas curiosidades da história de Franca e sugeridas atividades para serem trabalhadas sobre os textos em sala de aula. Essa é a intenção da professora Francislene Dourado, 28, da Escola Municipal “Valéria Tereza Penna”, no Leporace III. “Os poemas são relacionados a Franca e culminaram com o projeto que estou desenvolvendo sobre a nossa cidade. Vou aplicar as atividades com os alunos”, disse ela.

Após a aula, os professores receberam o certificado do GCN. As jornalistas Sônia Machiavelli e Joelma Ospedal, editora-chefe, fizeram as entregas ao lado de Luiz Neto, gestor de relações corporativas do GCN e editor de Opinião do Comércio. Maria Ângela Chiachiri, Andréia Xavier e Lívia Inácio, da organização das oficinas, também receberam certificação. Maria Aparecida Dias, professora da “Naneide de Lourdes Oliveira Scarabucci” avaliou como extremamente positivo o projeto do jornal com os professores. “Sempre trabalhei com jornal, mas essa oficina do GCN me ajudou demais. Havia pontos que não focava tanto e a partir desses encontros consegui orientar os alunos com mais clareza e facilidade”.

Para coordenadora, projeto do GCN estimula leitura e escrita

A professora de Língua Portuguesa Maria Ângela de Freitas Chiachiri coordenou as oficinas oferecidas pelo GCN Comunicação e faz um balanço positivo dos resultados obtidos pelo jornal, professores e alunos. Maria Ângela é mestre em Linguística e professora do ensino médio na Escola Estadual “David Carneiro Ewbank”.

Comércio da Franca -Que avaliação a senhora faz das oficinas?
Maria Ângela –
O projeto ‘O jornal na sala de aula’ foi extremamente produtivo. Houve uma participação intensa dos professores, tanto na presença, quanto nos diálogos desenvolvidos durante as oficinas. Abordamos a maioria da variedade de gêneros que aparece no jornal e os professores tiveram oportunidade de refletir conosco e depois levar para a sala de aula as ideias, as sugestões e acrescentar ao trabalho que já vinham desenvolvendo.

Comércio – Qual a importância de estabelecer um contato mais próximo entre jornal e professores?
Maria Ângela –
É importante porque muitos deles comentam que tiveram ideia de trabalhar não apenas com o caderno Clubinho ou Nossas Letras, mas também com os de notícias e opinião. Um dos reflexos que tivemos sobre isso foram as cartas que recebemos das crianças comentando notícias que o Comércio veiculou e muitas pessoas pensavam que eram coisas de adultos.

Comércio – Que contribuições a senhora percebeu que os alunos têm tido com o uso do jornal nas aulas?
Maria Ângela –
O retorno das crianças foi muito interessante. Elas escreveram cartas emitindo opinião sobre assuntos polêmicos, enviaram tabelas e gráficos a respeito das eleições, fizeram simulações de eleições em sala de aula, escreveram poemas e crônicas. Isso tudo mostra que a leitura está sendo desenvolvida, também a opinião, a escrita.

Projeto ‘O jornal na sala de aula’ retorna em 2011 com novidades

As oficinas “O jornal na sala de aula” foram realizadas pela primeira vez pelo GCN Comunicação neste ano. A ideia existia há muito tempo e foi formatada com base em trabalho semelhante desenvolvido pelo jornal Correio Popular, de Campinas (SP), nas escolas daquela cidade. Em março, o Comércio recebeu as professoras Cecília Pavani e Ângela Junquer que participaram do lançamento do projeto Jornal Escola 2010 e contaram experiências sobre o uso do jornal em sala de aula e oficinas oferecidas a educadores. A jornalista Joelma Ospedal, editora-chefe, adaptou as ideias ao GCN, que colocou em prática um projeto piloto a partir de agosto de 2010.

Participaram dos encontros professores de escolas que mantêm parceria com o Comércio por meio do Jornal Escola. O objetivo dos trabalhos é aproximar imprensa e professores e incentivar o uso do jornal como ferramenta de ensino nas escolas, estimulando a leitura e desenvolvimento da escrita.

Alguns dos temas abordados durante as oficinas foram “Como é produzido o jornal?”, “Opinião do leitor”, “Tabelas e gráficos no contexto da informação”, “O gênero literário no jornal: crônicas e contos”, entre outros. A presidente do Conselho de Administração do GCN, Sônia Machiavelli, ficou satisfeita com o projeto. “Achei muito positivo. Consideramos que foi uma experiência de laboratório porque não tínhamos ideia do que iríamos encontrar de receptividade e ideias”.

O projeto continuará em 2011 e deverá ter novidades. “Nós precisamos expandir o horário das oficinas. Os professores já nos pediram três horas em lugar de duas. Vamos sofisticar essas oficinas, vamos criar propostas de maneira que os professores possam usar as ideias em sala de aula e nos trazer retorno desses estímulos”, disse Sônia.

Vejas as fotos:

Encerramento da oficina ‘Jornal na sala de aula’
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Written by GCN Comunicação

19/11/2010 às 11:42

Publicado em Institucional

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