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História Expressa: E a imprensa se reinventa…

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Por Andréia Xavier

É lógico que com o invento de Gutenberg ficou bem mais simples a difusão de textos escritos, mas era ainda muito trabalhoso e complexo talhar letras móveis e montá-las, palavra por palavra, frase após frase, formando textos e dispô-los no espaço adequado para formar páginas e mais páginas, se pensarmos no seu uso na produção de um jornal.

A história da Imprensa é composta de muitos capítulos, que sequer passam pela cabeça de uma pessoa ao adquirir na banca um exemplar do “Comércio da Franca” ou apanhá-lo no seu jardim logo cedo.

Entre tantos fatos relevantes, descobertas e aperfeiçoamento que ainda estão em curso, pois a cada dia uma novidade permite mais aprimoramento na arte da tipografia, podemos citar, por exemplo, a primeira rotativa movida à vapor que entrou em funcionamento em 1814, permitindo ao jornal ‘Times’ imprimir cerca de 1.100 exemplares por hora, o que era muito para esse tempo. Nesse mesmo ano, Nicephore Niepce descobriu o principio da fotografia. Em 1865 na Filadélfia funcionou a primeira máquina rotativa capaz de imprimir os dois lados da folha simultaneamente. (Já imaginou sua cara de surpresa abrindo o “Comércio” e dando de cara com um lado da página em branco?).

Em 1866, Hippolyte Marinoni, mecânico e tipógrafo francês, descendente de italianos, construiu uma rotativa capaz de imprimir 10.000 exemplares por hora (!) com trabalho de apenas três operários (!!!). Foi uma revolução no processo e a máquina ficou conhecida com o seu nome: marinoni.

Em 1884 o jornal “New York Tribunal” de Baltimore, nos EUA, que havia contratado um alemão naturalizado americano chamado Ottmar Mergenthaler para fazer uma máquina de compor que facilitasse os trabalhos de montagem de texto, conseguiu o seu intento. Ottmar inventou a linotipo, uma máquina que, além de compor o texto mecanicamente, o fazia juntando as matrizes de letras formando um bloco de linha. Usava um teclado que as fundia num único bloco de chumbo. Até aí, as impressoras eram conhecidas como monotipos. Quando terminou o experimento, Margenthaler teria exclamado ‘A line of types!’(Uma linha de tipos!) e assim sua máquina ficou conhecida como linotipo.

A capacidade de produção era de 6000 a 8000 toques por hora no teclado. Suas matrizes (a superfície que imprime) são em baixo relevo, justapostas em um componedor (um tipo de carimbo aonde o tipógrafo vai montando a mão as letras da linha de composição), e então despacha para a fundição, quando o chumbo já está à temperatura de 270 º. Isso foi uma nova revolução na historia da imprensa até a chegada da ‘offset’. Mas isto já é assunto para outra postagem…

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Written by GCN Comunicação

10/12/2010 às 15:03

Publicado em Institucional

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