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Archive for the ‘História Expressa’ Category

Uma tribuna aberta para o leitor

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Carlos de Assumpção Júnior, representante comercial, é um dos leitores que mais se manifestam pela Internet e nas edições impressas: ‘quero promover uma discussão e construir do assunto algo que seja relevante’

Numa época em que a tecnologia trouxe à pauta a interatividade, permitindo uma redução das distâncias geográficas através das comunicações em nível global, o Comércio também se destaca. Ao abrir um espaço para o debate dos mais diversos assuntos, permitindo a interação dos leitores em seus comentários e participações, o jornal fomenta a liberdade de expressão e a democracia. E o leitor, por causa da proximidade que a Internet traz, leva o jornal a todos os cantos, seja através de seus computadores pessoais, seus notebook, tablets ou mesmo telefones celulares. E, tendo sempre em mãos os meios necessários, dá seu retorno, comentando, opinando e sugerindo assuntos que acabam até se tornando pauta e reportagem.

Além disso, o leitor ganha espaço não só no Portal GCN na Internet, com os seus comentários, mas também na edição impressa do Comércio. A seção Opiniões & Debates, publicada diariamente na Página A-2 do jornal, é o grande ponto de encontro dos leitores com os articulistas e colaboradores do jornal. O espaço Cartas dos Leitores é uma extensão do fórum de comentários do Portal GCN. “É um verdadeiro termômetro de como as pessoas se colocam diante dos fatos”, sintetiza Luiz Neto, editor de opinião do Comércio e gestor de relacionamento do GCN.

Em função das modernidades tecnológicas, grande parte das opiniões dos leitores é enviada pelo e-mail cartas@comerciodafranca.com.br, utilizando-se os danais Fale Conosco e a área de comentários do Portal GCN. Em média, chegam diariamente 350 mensagens. As redes sociais também se transformam em grandes pontos de debates e manifestações online. No total, são mais de 30 mil pessoas conectadas ao Facebook e Twitter do GCN.

Ainda assim, em pleno século XXI, ainda há os que fazem questão de escrever manualmente e deixar sua manifestação na sede do jornal ou enviar via Correio. Para as opiniões dos leitores serem publicadas tanto na edição impressa quanto no Portal GCN, existe uma espécie de triagem feita por Luiz Neto. Online, a liberação dos comentários fica por conta do núcleo de internet e dos editores. “As pessoas entram aqui e falam o que pensam. As mensagens só não são publicadas se houver denúncias, imputação de crime, xingamentos ou se forem cartas anônimas (que são diferentes de quem se identifica, mas pede o anonimato)”, destaca Luiz Neto.

Nos casos de denúncias, as mensagens são repassadas para a equipe de reportagem iniciar um trabalho jornalístico investigativo sobre o assunto em questão. “Além disso, é preciso ter um zelo com as cartas que serão lançadas no impresso. Não se pode perder a essência do que o leitor quer dizer. É uma escolha difícil. São mais de 300 mensagens para um espaço reservado a 12 cartas de leitores no jornal”, explica Luiz.

Para Luiz Neto, a seção de Opinião pode ser comparada a uma rede social. “As pessoas ficam em casa, às vezes, tendo ideias para solucionar algum problema da comunidade, por exemplo. Quando compartilham esse pensamento, em muitos casos movimentam a discussão que acaba caminhando para alguma solução que beneficie a maioria ou, ao menos, chama a atenção para o fato”, destaca Luiz que acrescenta: “O papel principal da página A-2 é promover o debate, manter acesos os temas que precisam ser melhor compreendidos pelos leitores. Isso esquenta os assuntos”.

“Quando eu faço um comentário, percebo que motivo outras pessoas a dizerem o que pensam também. A gente compartilha ideias”,  Ana Célia de Freitas, 42, coordenadora pedagógica

“As pessoas têm que desenvolver o senso crítico. Trabalho essa seção em sala de aula e convido meus alunos a se manifestarem. É trabalho de cidadania”, Rita Mozetti, 40, professora

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Written by GCN Comunicação

01/07/2012 at 11:50

Emoção permeou depoimentos

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Foto: Tiago Brandão/Comércio da Franca

"MÉRITO LITERÁRIO" - A professora, escritora e jornalista Sõnia Machiavelli Corrêa Neves foi homenageada por produzir e incentivar a literatura francana

A Medalha de Mérito Literário “Professor Luiz Cruz de Oliveira” foi proposta pelo vereador José Eurípedes Jépy Pereira. Escritor e admirador da literatura, ele foi um dos fundadores do Grupo Veredas de Literatura, em 1975. “Entendi que deveria criar essa medalha como forma de demonstrar que a cidade tem literatura, além de homenagear os escritores e incentivar todos que escrevem na cidade. O nome da Sônia foi uma escolha acertadíssima porque ela é uma pessoa que sempre gostou e apoiou a literatura”, comentou Jépy.

A escolha do escritor a ser homenageado foi definida pelos 32 membros da Academia Francana de Letras. “A medalha é mais um estímulo para que Franca continue sendo o celeiro de escritores que realmente é. Tem muitos escrevendo, a gente sabe disso, é notório, e essa medalha vem se somar a isso. A Sônia representa tudo na literatura francana. Quem escreve quer que alguém leia o que escreveu e a Sônia proporciona isso para tanta gente por meio doComércio”, argumentou o advogado e escritor José de Andrade Pires, presidente da Academia.

Com a humildade e a simplicidade de sempre, o professor Luiz Cruz de Oliveira – que dá nome à medalha – se disse “envaidecido” com a homenagem. “Embora eu tenha consciência de que não mereço isso. Tem muita gente mais importante que eu aqui, com obras mais importantes que as minhas, se é que o que escrevi pode ser considerado uma obra. Mas tenho privilégio de ter bons amigos como o Jépy”, brincou. “Já o nome da Sônia foi um ato de extrema justiça porque ninguém tem feito mais para a divulgação – não só da literatura, mas de todas as manifestações artísticas em Franca – do que ela. Ninguém merecia mais que ela, essa é a grande verdade”, ressaltou Luiz Cruz.

O diretor-executivo do GCN, Corrêa Neves Júnior, filho de Sônia, era um dos mais emocionados durante a sessão solene. “Toda homenagem obriga a um retrospecto e todo retrospecto te impulsiona para reexaminar uma história. A história da minha mãe é muito bonita, uma história de luta, de superação, de coragem. E sempre com muita elegância, com muita firmeza”, disse. “Fez-se justiça. Foi uma homenagem bonita, muitos amigos, uma casa cheia, e tudo isso deixa a gente comovido, feliz, com a certeza de que não importa o tamanho dos obstáculos, a natureza humana nos impulsiona para superar e a minha mãe é uma dessas pessoas raras que não esmorecem, que serve de exemplo para todos nós”.

O outro filho de Sônia, o empresário André Luís Corrêa Neves, admira em sua mãe o talento que ela tem para converter sentimentos em literatura. “A homenagem se justifica pelo trabalho de toda uma vida. De suas experiências emocionais, psicológicas e profissionais, ela consegue extrair contos, romances, poemas…”, disse.

Written by GCN Comunicação

21/06/2011 at 14:39

Homenagem para a jornalista Sônia Machiavelli lota plenário da Câmara

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Foto: Tiago Brandão/Comércio da Franca

SOLENIDADE - A secretária de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson; o vereador criador da medalha, José Eurípedes Jépy Pereira; a escritora homenageada, Sonia Machiavelli; o presidente da Câmara Municipal de Franca, Marco Garcia; o escritor presidente da

A noite de sábado estava impecável. O plenário da Câmara Municipal de Franca ficou lotado de familiares, amigos, autoridades e membros da Academia Francana de Letras. Pela primeira vez, a casa de leis respirou literatura. A entrega da Medalha de Mérito Literário “Professor Luiz Cruz de Oliveira” à jornalista, escritora e presidente do Conselho Consultivo do GCN Comunicação, Sônia Machiavelli, emocionou, mas também levou o público a refletir sobre a atenção que falta às artes – de modo geral – na cidade.

“Franca tem crescido de forma espetacular no seu aspecto físico. Mas a pouca atenção às artes, e em especial à literatura francana, é contraste incompreensível e deplorável. Pergunto se não estaria na hora de o poder público se deixar afetar minimamente pela produção de nossos escritores. É frustrante a ausência de projetos consistentes que poderiam ter tornado possível, para citar um exemplo, o fortalecimento de um sonho que se estiolou, a Feira do Escritor”, disse a homenageada em seu discurso, após receber a medalha dos integrantes da mesa de honra: o presidente da Câmara, o vereador Marco Garcia; o presidente da Academia Francana de Letras, José Andrade Pires; o professor Luiz Cruz de Oliveira; a secretária de Urbanismo e Habitação, Valéria Marson (representando o prefeito, Sidnei Rocha) e o vereador José Eurípedes Jépy Pereira, autor do projeto que instituiu a medalha em 2009.

“Sem agenda não se forma público, sem público, toda arte fica condenada à anemia. Franca não tem agenda para a promoção de seus escritores. É imperativo criar uma”, completou Sônia na sessão solene da Câmara, conduzida pelo cerimonialista e gestor de Relações Corporativas do GCN, Luiz Neto. A cerimônia também foi marcada pela exibição de um vídeo-documentário com a biografia de Sônia e depoimentos de amigos escritores. “São emoções que mexem fundo, revolvem a alma da gente. O vídeo com aqueles depoimentos dos amigos foi uma surpresa e tanto! Mostrou afetos refinados e intensos que sensibilizam.”

Outro momento emocionante da noite veio na seqüência do vídeo, quando Eny Miranda, Marcos Soares, Lucinéia de Paula e Regina Bastiannini – integrantes do Grupo Veredas de Literatura – declamaram fragmentos da obra de Sônia. “Foi a realização de um sonho. Estou muito feliz. É uma noite para não se esquecer”, disse Sônia. A escritora também ficou muito emocionada no momento em que recebeu o diploma da mesa e, em seguida, um ramalhete de flores de sua neta, Júlia Neves. Em seguida falaram Valéria Marson, Luiz Cruz e, finalmente Sônia, com o discurso que abre esse texto. Fechando o evento, foi servido um coquetel aos convidados.

‘ESTÍMULO’
Sônia Machiavelli é a primeira a receber a Medalha de Mérito Literário “Professor Luiz Cruz de Oliveira”, por reconhecimento ao seu trabalho de incentivo e apoio às manifestações artísticas e literárias em Franca e região, por meio da editoria dos cadernos Artes, Nossas Letras e Clubinho – todos publicados no jornal Comércio da Franca e Portal GCN.

Formada em letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Franca (atual Unesp), Sônia tem quatro livros publicados: Uma Bolsa Grená (crônicas), Estações (contos), Jantar na Acemira (romance) e O Poço e Outras Histórias (contos). Seus poemas estão em várias antologias.

Para a escritora, a medalha representa muito mais que uma homenagem, significa mais trabalho. “Estímulo, por exemplo, para renovar o caderno Nossas Letras, que completa cinco anos em julho. Está na hora de passar por uma diagramação nova, algumas seções como a Resenha podem sair e ceder lugar para um comentário breve, abrindo-se mais espaços para a ficção”, revela Sônia, como se as ideias brotassem naturalmente naquele instante. “Um prêmio não deve servir para uma pessoa se acomodar. Tem que servir para vislumbrar horizontes, ir para frente, porque a vida é feita de mudanças”, concluiu.

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21/06/2011 at 14:28

Uma justa homenagem

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“Usamos os espelhos para ver o rosto e a arte para ver a alma”
George Bernard Shaw, escritor e jornalista irlandês

Se tudo ocorreu como o previsto, cerca de 300 convidados se uniram aos vereadores da Câmara Municipal de Franca e autoridades do município para agraciar, na noite deste sábado, a escritora e jornalista Sônia Machiavelli com a medalha do mérito literário “Luiz Cruz”. A homenagem é justíssima. Claro que minha opinião, neste caso, é absolutamente parcial e contaminada. Sônia é minha mãe.

Ainda assim, duvido que qualquer outro observador da gente desta cidade e que tenha em seus juízos de valor um mínimo de isenção se atreva a dizer que a homenageada é indigna do prêmio que recebeu. A qualidade de sua obra literária é reconhecida por especialistas de todo o Brasil. As ações que empreendeu ao longo de três décadas em benefício das mais distintas manifestações artísticas são incontáveis. Sua trajetória, tão sólida quanto rica e elegante, fala por si.

É bom que se lembre que, no caso da minha mãe, a literatura nas mais distintas formas não é hobby nem diversão iniciada há poucos meses. Muito pelo contrário, é amor antigo, profundo, desses que exigem muito e nem sempre devolvem na mesma medida. Minha mãe e seus livros se relacionam desde sempre.

Ainda criança, me lembro de vê-la produzindo para o Comércio de casa, na rua Manacá, debruçada sobre a mesa redonda de madeira escura que hora servia para o almoço, hora fazia às vezes de escritório. Escrevia em folhas de papel sulfite sem pauta, sempre com uma caneta Bic azul empunhada com força e destreza. As linhas saíam retas, o espaçamento era perfeitamente igual, as correções quase nunca existiam. Escrevia de um fôlego só, como se o pensamento estivesse previamente ordenado e o raciocínio completamente concluído antes que a primeira linha de texto escorresse por suas mãos.

Eram tempos em que eu e meu irmão éramos pequenos demais para que pudéssemos ficar sozinhos em casa, e o dinheiro era escasso o bastante para impedir que uma estrutura de apoio permitisse que ela se afastasse dos afazeres domésticos para trabalhar no jornal. Assim, ela fazia o que pudia – e não era pouca coisa – de casa mesmo. Escrevia o TVendo, uma seção sobre os bastidores de TV; assinava com o pseudônimo de Diadorim uma coluna de opinião batizada de Ponto de Vista. Todas as tardes, um garoto chamado Nilson Fradique, que virou jornalista esportivo provavelmente seduzido pelo ambiente onde começou a trabalhar, percorria o trecho curto que separa a Ouvidor Freire da rua Manacá para buscar os “textos da Dona Sônia”. Era assim que o resultado daquelas manhãs de trabalho na mesa de madeira redonda se transformavam no dia seguinte em colunas e crônicas de jornal.

Crescemos e minha mãe mergulhou no Comércio para daqui nunca mais emergir. No jornal, escreveu de tudo, como se fosse uma versão moderna de Fernando Pessoa e seus múltiplos heterônimos. De notícias policiais com o pseudônimo nada sofisticado de “Zé da Cana” a editoriais elaborados a quatro mãos em conjunto com meu pai; de resenhas literárias a crônicas de costumes; de análises de novelas a notas de colunas sociais, minha mãe fez de tudo. E tudo fez bem.

Encampou um projeto de Mauro Ferreira e Atalie Rodrigues Alvez e deu vida a uma seção despretensiosa chamada Letras, Artes & Cia, publicada semanalmente no jornal. Dali o espaço migrou para o Caderno de Domingo, onde ficou por anos antes de dar origem ao caderno Nossas Letras. É provável que os leitores não tenham a exata dimensão do que o suplemento significa no contexto da imprensa brasileira. O Nossas Letras é hoje um dos poucos cadernos literários que restou nos jornais editados no Brasil, aí incluídos os grandes veículos das nossas capitais. É o único que conheço que se dedica apenas e tão somente a concentrar a produção artística e literária de escritores de uma determinada região. É um marco – e um orgulho – para todos nós. E um mérito, óbvio, de minha mãe, que nunca desistiu de garimpar, selecionar e motivar seus colegas a produzir para o suplemento.

Enquanto fazia tudo isso, minha mãe ainda encontrou tempo para escrever seus próprios livros. Foram quatro obras – Uma Bolsa Grená, Estações, Jantar na Acemira e O poço – de distintos gêneros, além de outras tantas participações em coletâneas ou antologias. Além disso, de forma anônima, bancou ou ajudou a bancar com recursos próprios vários autores que, sem acesso a grandes editoras ou desprovidos de condições financeiras, corriam o risco de jamais ver seu trabalho transformado em livro. Nunca pediu – e nem esperou – nada em troca. Fez porque acredita que literatura – e as artes, de modo geral – são um dom maior, uma dádiva.

Minha mãe fez tudo sem jamais recuar ou esmorecer diante de tantos desafios e obstáculos que a vida impôs a ela. Não foram poucos, assim como não foram suficientes para fazer dela vítima de depressões ou tristezas demasiadas. Aos problemas, ela costuma reagir sempre com muita força. A válvula de escape reserva para a literatura, onde expurga seus fantasmas e lida com as frustrações. Funciona bem. Garante serenidade no mundo real, resulta em literatura de qualidade no plano ficcional.

Se tudo correu como o esperado, enquanto você passeia por estas linhas minha mãe se recupera das emoções da noite de sábado, certamente muito feliz e ainda sensibilizada. Homenagens post mortem são nobres, mas pouco eficazes. O bom reconhecimento é aquele que vem em vida, que chega enquanto seu destinatário pode ter dimensão do impacto daquilo que fez durante sua existência e do resultado de seu esforço para um mundo melhor.

Graças à iniciativa do professor Luiz Cruz de Oliveira, ícone que dá nome ao prêmio, da Academia Francana de Letras e do vereador Jépy Pereira, autor do projeto, isso foi possível no caso da escritora e jornalista Sônia Machiavelli. Ainda bem. E muito obrigado.

CORRÊA NEVES JÚNIOR é diretor-responsável do Comércio da Franca jrneves@comerciodafranca.com.br

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21/06/2011 at 14:23

História Expressa: Primeiro homem na órbita terrestre

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No dia 13 de abril de 1961, há 50 anos, o “Comércio da Franca” trazia como manchete principal as palavras um pouco estranhas e em desuso: ‘Volta incólume o 1º viajor sideral’. Era a Rússia (antiga URSS) assinalando o nome do Major da Força Aérea Soviética Yuri Gagarin entre os grandes feitos da humanidade. Gagarin tinha 27 anos quando realizou a viagem espacial, já era casado e pai de dois filhos.Ele morreu sete anos depois, em 1968 num acidente aéreo. O jornal descrevia a imagem dele ao retornar à Terra: ‘Sua fotografia foi transmitida pela televisão para todo o país. Nela aparece um homem garboso com trajo de astronauta e capacete na cabeça. Seus olhos são fundos e Gagarin parece sorrir ligeiramente. É um jovem robusto, tem boca rasgada e olhos amendoados’. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciavam que lançariam em poucas semanas seu astronauta e seu presidente Kennedy felicitava os cientistas e engenheiros soviéticos pela façanha. Em plena guerra fria, a Rússia saia na frente na corrida espacial, já que apesar do anúncio, o primeiro estadunidense iria ao espaço só em 5 de maio de 1961.

A família de Gagarin foi atração nos programas da TV russa. Fábricas fecharam suas portas por algum tempo a fim de que os operários pudessem sair à rua para comemorar a proeza. O trânsito foi impedido por várias horas em Moscou. Yuri Gagarin foi o homem a dizer “a Terra é azul”, em conversa com o Primeiro Ministro russo Nikita Krushev a uma altura de 300 km descreveu: “o céu é muito escuro e a Terra é de cor azul clara”. O vôo durou 89 minutos e foi em uma quarta-feira, 12 de abril de 1961, traçou uma elipse de 174 a 302 quilômetros de distância da Terra. A nave passou sobre a América do Sul e o continente africano, sendo manejada automaticamente, pois o que pouca gente sabe é que Gagarin realizou a viagem como passageiro e não como piloto da nave.

Veja abaixo a capa do jornal da época:

(Clique para aumentar)


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23/04/2011 at 13:10

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História Expressa: Escola estadual Coronel Francisco Martins, o grupo escolar mais antigo de Franca

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Foto tirada em 2005

Por Andréia Xavier

O “Grupo escolar Coronel Francisco Martins” quando foi inaugurado em 03 de maio de 1904, funcionava em um prédio adaptado, que foi doado ao governo do estado pela Câmara Municipal, e é a escola mais antiga de Franca.

Em 1905, seu primeiro ano de funcionamento, haviam 204 alunos matriculados. Em 1906 esse número aumentou para 307 e em 1907, 353. Já em 1910, para aumentar a capacidade de atendimento, o horário de aulas foi dividido em dois períodos: das 8 às 12 horas para meninos e das 12h30 às 16h30 para meninas.

No prédio onde funcionava a antiga câmara e cadeia de Franca, (confluência das Ruas Gal. Telles e Marechal Deodoro com a Rua Ouvidor Freire, atual agência dos Correios) a escola funcionou até 1938, quando não oferecia mais condições de atendimento e precisou ser interditada. Assim, as 28 classes que funcionavam na escola, nessa ocasião, se dividiram e ocuparam outros espaços, até que em 1940 o Grupo escolar passou a funcionar no prédio que ocupa atualmente, na Praça Antonio Jacinto, 1533.

Sua bonita fachada mostra o estilo arquitetônico neoclássico com influências modernistas que surgiam na época. Construída na primeira fase da República, pelo alto valor histórico na evolução educacional do estado de São Paulo, esta, juntamente com outras 122 escolas no interior do estado, teve seu prédio tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico).

A escola comemorou em 2004 seu centenário com toda pompa: teve desfile, noite de gala e até lançamento de livro. Atualmente atende cerca de 510 alunos com idade entre 7 e 11 anos.

Escola em 1905

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03/11/2010 at 16:50

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História Expressa: “Comercio” entrevista Luis Carlos Prestes

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Por Andréia Xavier

O cenário é composto pelas eleições presidenciais em 1960. Concorre Jânio Quadros pelo Partido Democrata Cristão (PDC), apoiado pela União Democrática Nacional (UDN) que foi o vencedor, e disputou o pleito com os seguintes candidatos: Marechal Henrique Teixeira Lott (PSD + PTB) e Ademar de Barros (PSP). Mas este é apenas o mote para que fosse possível a entrevista concedida por Luis Carlos Prestes ao jornal “Comércio da Franca”; ‘o cavaleiro da esperança’ como ficou conhecido o líder depois de empreender a Coluna Prestes, que foi secretário geral do Partido Comunista Brasileiro e companheiro de Olga Benário, morta pelos nazistas na Alemanha na Câmara de Gás, em 1942.

Luis Carlos Prestes visitou Ribeirão Preto onde realizou um comício. O velho líder comunista sempre se cercara de curiosidade. O jornal envia J. E. de Oliveira Ramos a fim de entrevistá-lo. Ele recebe o repórter graças à Antonio Vieira, francano radicado em terras ribeirão-pretanas, em casa de um correligionário do Partido comunista naquela cidade. Prestes descansava no momento em que foi interpelado. Acolhe amavelmente o repórter e se prontifica a conceder a entrevista. O repórter solicita que faça um rápido comentário, delineando o sentido e aspecto que orienta a campanha de sucessão eleitoral. Em resposta, Prestes opina: “A campanha sucessória que se desenvolve está contribuindo em muito para o esclarecimento de grandes massas da população trazendo à baila e ao conhecimento público problemas relativos à economia e ao progresso do país. Como não podia deixar de ser, o esquema sucessório baseia-se na luta entre o nacionalismo e o entreguismo”.

No pleito presidencial, o movimento nacionalista, segundo Prestes, teria como defensor o Marechal Lott, que “apesar de ser um conservador em alguns aspectos, já demonstrou posição firme na luta em defesa das instituições nacionais e democratas”. Por outro lado, acredita Prestes que Jânio Quadros não ‘consegue convencer ninguém de que seja efetivamente um nacionalista’, devido o apoio que recebe da UDN de São Paulo, do Estado da Guanabara e da Imprensa reacionária, que seriam intermediários diretos dos grupos econômicos, sujeitos a obrigar-se aos monopólios americanos. Continuando o raciocínio sobre a divergência entre os termos nacionalismo e entreguismo, faz as seguintes colocações: “O comunismo é por essência nacionalista, pregando o bem comum entre os povos, uma coexistência de pensar uno, que vise melhores condições de vida, a começar dentro de casa. Assim todo comunista é, antes de mais nada, um elemento que deve promover e seguir a orientação marxista á partir de sua própria família”. De acordo com Prestes, o primeiro passo para libertação de uma nação é buscar a libertação econômica. “Nacionalismo e comunismo comungam pela libertação econômica da pátria das garras do subdesenvolvimento que nos aflige e do colonialismo que nos depaupera”, discursa o esquerdista. Em seguida dispara: ‘esta libertação só será possível quando o entreguismo não encontrar mais acolhida entre os homens públicos’ e cita Carlos Lacerda como o mais nocivo de todos eles.

Ao final da entrevista justifica novamente o apoio ao Marechal Lott: “O Brasil necessita conquistar a sua completa emancipação, isto se obterá com um governo presidencial nacionalista e democrático, que realize uma política externa independente e estimule o desenvolvimento da economia nacional tratando de uma reforma agrária e que amplie e consolide a democracia.

A entrevista foi publicada no jornal ‘Comércio da Franca’ em 21 de setembro de 1960.


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04/10/2010 at 14:10