GCN na Web

Um overview de tudo aquilo que estamos fazendo na Web

Conselho de Leitores

with one comment


arte/comércio da franca

setembro/2009

‘Premiados são escolhidos em pesquisa técnica’

O jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN, falou sobre a importância do Top of Mind.

Comércio da Franca – Como você avalia o evento Top of Mind?

Corrêa Neves Júnior – Por algumas horas, vamos fazer aquilo que é fundamental: celebrar as vitórias. Como sempre digo, o empresário brasileiro é um abnegado, é um trabalhador, até muitas vezes, mal visto. Os governos não nos reconhecem com o exato valor que temos. Contra tudo e contra todos, vencemos as dificuldades, superamos as crises e estamos vivos e fortes. O Top of Mind é um momento de celebração, de reconhecimento da força das empresas que têm marcas líderes nos segmentos e de premiar os empresários e empreendedores sociais que constróem nossa cidade.

Comércio – O que diferencia o Top das outras premiações oferecidas na cidade?

Corrêa Neves Júnior – Primeiro, ele não é feito na base do “achismo”. O troféu é resultado de uma pesquisa contratada por nós junto ao Datalink, que é um instituto sério e que trabalha com o Comércio já há alguns anos. Acertou em cheio os resultados nas últimas eleições. A partir da pesquisa técnica, estabelecemos as marcas que estão mais fortes na cabeça do consumidor francano. Já os prêmios especiais que concedemos são decididos a partir de indicação de leitores. Uma equipe do Comércio reduz as centenas de indicações para dez. Depois, o Conselho de Leitores reduz para três. Por fim, um júri independente escolhe quem vai ser o empresário e o empreendedor social do ano. É uma escolha clara, independente e com muito mais mérito para quem recebe.

agosto/2009

A ‘ousadia’ que nos contesta

Luiz Neto, Editor de Opinião do Comércio

O Conselho de Leitores 2009/2010 do GCN reuniu-se em 8 de agosto para o primeiro encontro de trabalho pós eleição do novo grupo. Estiveram presentes os 12 conselheiros titulares. A longa pauta de trabalho estendeu-se por mais de 5 horas de discussões.

A reunião marcou o início de atuação sobre as atividades do jornal Comércio da Franca, rádio Difusora, núcleo de revistas e site do Comércio de 8 dos 12 conselheiros titulares. Quatro integravam o conselho anterior e permaneceram, a convite da direção do GCN, possibilidade prevista no Regulamento Interno, destinada a garantir a manutenção da expertise do grupo.

Os novatos, devagar, foram se soltando. O perfil do atual grupo é essencialmente crítico. Isso, aliás, já se podia perceber na intensa troca de mensagens postada na “caixa do conselho”, ambiente de debate virtual colocado à disposição dos conselheiros, logo após a posse, em 21 de julho.

Daquela data até o 8 de agosto, foram 193 mensagens. Nada escapou à visão detalhista deles: o caderno de Esportes, “não pode prescindir de um colunista periódico”; “o que está havendo com a revisão que deixa passar incorreções nas palavras?”, exatamente na ocasião em que o GCN optava por abolir serviços de revisão – no rastro dos principais jornais brasileiros –, e entregar a responsabilidade às suas várias editorias; “não concordamos com a superexposição do garoto ‘herói”, ou “o jornal está certo, pois o menino saiu do anonimato e tornou-se personagem que precisa ser acompanhado”; visões sobre design, filosofias de produção jornalística do jornal e da rádio.

De conselho para conselho (este, que atua agora, é o terceiro desde a criação do projeto, em 2005) observa-se o acirramento da visão crítica, que livremente contesta e deixa claras posições discordantes sobre eventuais matérias e abordagens e também indica sensações, gostos e rumos que leitores e ouvintes gostariam de ouvir e ler, diariamente, na “rádio do povo” e no “jornal que todo mundo lê”.

A direção do GCN garante a livre expressão de pensamento e seus conselheiros levam isso muito a sério. O resultado é saudável. Sem a ousada “rebeldia” de cobrança de seus conselheiros ou sem a capacidade deles, certamente levaríamos mais tempo para corrigir rumos e apresentar novidades, como também teríamos mais dúvidas sobre o que deve ser mantido como está. Os “pitacos” dos conselheiros funcionam como condutores que ajudam toda a equipe a nortear seu trabalho em busca de um jornal cada vez melhor.

O NOVO CONSELHO

Os 4 membros reconduzidos à composição do Conselho de Leitores do GCN (Camila Beghelli Schirato, Carlos Eduardo Gimenes de Matos, Luiz Eduardo “Duda” Marques Ferreira e Tatiane Cristina Venuto) fizeram as vezes de anfitriões, recebendo os 8 novatos titulares (Ana Paula Baldoíno, Anderson Marcelo Batista, Daniel David Machado, Fabrício Luís Pizzo, Janice de Oliveira Silva, Marcos André Haber, Maria Regina Franz di Maio e Plínio Cantieri Murta Vieira). “Estamos aqui para fazer o que GCN precisa que façamos. Então, vamos fazer”, dizia Carlos Eduardo.

E LÁ FORAM ELES

Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN; Sônia Machiavelli, presidente do Conselho de Administração; Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio; Everton Lima, diretor artístico da Difusora e Luiz Neto, gestor de Relações Corporativas do grupo, receberam o Conselho na Sala Horizonte. Dúvidas sanadas – “realmente é a direção do grupo que ouve o que o Conselho tem a dizer?” – e mesa posta (água, refrigerantes, pão de queijo, quiches de ricota e de carne com bacon, lanchinhos naturais, croissants de frango e de escarola com ricota, tortas de tomates secos com escarola e ricota, lua-de-mel de leite condensado e maracujá e carolinas de limão, mini-pães de queijo de cheddar), fomos ao trabalho.

CADERNO BRASIL

“Quero cumprimentar o Comércio pela fórmula correta com que o Caderno Brasil é produzido. Eficiente e objetivo, me poupa o tempo de ler três ou quatro jornais por dia. Não mudaria nada na forma como tem sido feito”, destacou o conselheiro Marcos Haber.

NA BOLSA

A conselheira Janice acirra o debate: “qual a finalidade de contar o que alguém tem na bolsa?”. Carlos põe “mais lenha na fogueira”: “para que perguntar sobre as 5 últimas compras de alguém?”. Júnior: “O jornalista é um cara curioso, que gosta de contar sobre os outros”. Plínio: “discordo dos companheiros. O que você tem na bolsa é preferência nacional”. Janice: “eu não gosto. Para que saber?”. Sônia: “O que tem na bolsa mostra hábitos, revela detalhes de personalidade”. Júnior: “jornais também existem para coisas prosaicas, para momentos lúdicos; não só para o óbvio. Estas seções servem para equilibrar o espírito em relação às matérias sérias”. Duda: “estou de acordo. Alivia o stress. Acho válido”.

REGISTREM AÍ

“O Comércio devia ter divulgado melhor o show de Regis Danese, em Franca”, cobrou Tatiane. “A comunidade evangélica precisa de mais carinho”. Joelma: “não se trata de falta de carinho com os evangélicos ou com quaisquer outras comunidades. Embora tentemos não perder nada, às vezes acontece. A gente falha. E este é um caso. Sua cobrança nos torna mais atentos”.

ESPORTES

Afeitos ao esporte, os conselheiros “combinaram” uma blitz pela “abertura de novos canais de opinião e ampliação das coberturas”, para o Caderno de Esportes do Comércio. Júnior demonstrou estudo comparativo entre os principais jornais do interior e de capitais, este Comércio entre os que mais dedicam espaço e volume de noticiário ao tema. Também falou sobre a cobertura que as equipes de esportes do jornal e da Rádio Difusora oferecem a leitores, ouvintes e internautas, viajando o Brasil e o mundo atrás dos times de futebol e basquete, locais. Ainda assim, a “pedida” dos conselheiros foi anotada.

julho/2009

Geraldo Ribeiro eleito o Empresário do Ano

Edson Arantes, da Redação

Numa escolha apertada e decidida apenas na segunda votação, com a diferença mínima de votos, foram definidos, ontem (quarta-feira) à noite, os ganhadores do prêmio destinado ao Empresário e Empreendedor Social do ano. Também foram confirmados três personalidades hors concours, que tiveram os nomes sacramentados por unanimidade. Os troféus serão entregues durante a solenidade de premiação do Top of Mind, que acontecerá no dia 12 de setembro.

As indicações para os prêmios foram feitas no período de 2 a 15 de maio. Leitores indicaram 645 nomes. Uma triagem foi feita por editores e diretores do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) até se chegar a dez candidatos em cada categoria. A lista foi então apresentada para avaliação do Conselho de Leitores e definiu três finalistas para cada uma das duas categorias.

Os nomes foram mantidos em sigilo até a eleição final feita por um júri formado por 11 personalidades convidadas pela direção do GCN. Concorreram ao prêmio de Empresário do Ano Geraldo Ribeiro Filho, da Opananken, Alair Rodrigues de Freitas e Ozaris Roberto José de Oliveira, ambos da Hidromar, e Fabiano César Arantes, Chok Doce. A primeira votação terminou empatada em cinco votos e nova eleição foi feita. Geraldinho venceu por seis votos a cinco. “Tive o prazer de conhecê-lo fora da fábrica de calçados.

Na cadeia, há uma associação chamada Apare, em que os presos de bom comportamento podem trabalhar. O Geraldinho foi um dos primeiros a participar do projeto, fornecendo couro para que eles pudessem trabalhar na confecção de bolas e luvas. Sem falar, é claro, no calçado para diabéticos que ele produz, de excelente qualidade”, comentou o médico Marco Aurélio Piacesi, que defendeu publicamente o voto no empresário.

EMPREENDEDOR

Os finalistas do prêmio Empreendedor Social foram Maria Imaculada Carvalho Anacleto, voluntária do Lar Eurípedes Barsanulfo; Antônio Coelho Berbel, mantenedor da entidade DCNOVI (Desafio Cristão Nova Vida) – comunidade terapêutica de recuperação de drogados -, e João Batista de Lima e Paulo Xavier, da Padaria Estrela pelo projeto Estrela Solidária. Após um empate em quatro votos, Maria Imaculada venceu na segunda votação por cinco a quatro. “Poucos se dedicam aos idosos que, muitas vezes, são vítimas do descaso. Admiro pessoas como ela, que fazem esta doação. Por isso, ela teve meu voto e está de parabéns”, afirmou a delegada e vereadora Graciela Ambrósio.

Homenagens especiais serão concedidas a Omar Pucci , durante décadas comandante do Grupo Amazonas, Aparecido Maldonado Ponce, do Supermercado São Paulo, e a Iara Moema de Carvalho, administradora do Centro de Saúde, onde trabalha há 47 anos. Eles receberão o prêmio Empresários e Empreendedora Social hors concours. “O Aparecido é uma lenda na cidade por ter uma vida voltada para o trabalho. O Omar tem uma história alicerçada por um trabalho dinâmico com dignidade e honradez, já a Iara faz um trabalho excelente no Centro de Saúde e também merece os meus parabéns”, avaliou Wagner Garcia.

O empresário compôs o júri ao lado da delegada Graciela Ambrosio, do médico Marco Piacesi, da colunista Lúcia Brigagão, de Wanderlei Cintra, presidente do Hospital Psiquiátrico Alan Kardec, do secretário de Saúde Alexandre Ferreira, do presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca José Carlos Brigagão do Couto e dos jornalistas Joelma Ospedal, Everton Lima, Corrêa Neves Júnior e Sônia Machiavelli.

Conselheiros assumem e mostram que serão críticos

Edson Arantes, da Redação

A primeira reunião de trabalho dos novos conselheiros do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) só acontecerá no dia oito de agosto. Mesmo assim durante a posse, realizada ontem à noite, os integrantes já anteciparam os debates e apresentaram o cartão de visita: serão tão ou mais críticos e contundentes do que os membros do grupo anterior. São 12 titulares e seis suplentes, eleitos para mandato de um ano, com possibilidade de prorrogação por igual período. Quatro membros são remanescentes do conselho cuja atuação se encerrou no dia 30 de junho.

Entre os integrantes há professores, dentistas, advogado, médico, taxista, estudante, policial militar e sapateiro. Todos foram apresentados oficialmente e conheceram as instalações do GCN. Primeiro, assistiram a um vídeo contando a história do Comércio da Franca e o processo de integração com a Rádio Difusora.

Conheceram todas as etapas de produção de um jornal diário, desde a escolha das matérias até a entrega do produto nas bancas e nas casas dos assinantes. Também receberam o regulamento interno do Conselho de Leitores do grupo. “Ouvimos cada palavra dos conselheiros. Todos têm liberdade para dizer o que quiser”, avisou o Gestor de Relações Corporativas, Luiz Neto.

Após o filme, os conselheiros passaram pela redação, conheceram repórteres e editores e visitaram o acervo que preserva a memória dos 94 anos do jornal. Por fim, foram recebidos na Sala Horizonte pelo jornalista Corrêa Neves Júnior, Diretor-responsável do GCN, por Sônia Machiavelli, Presidente do Conselho de Administração, e por Dulce Xavier, Diretora-administrativa do grupo, Joelma Ospedal, Editora-chefe, e Everton Lima, Diretor-artístico.

O que era para ser um encontro de apresentação, transformou-se em uma prévia das reuniões de trabalho que virão. Corrêa Neves Júnior abriu o encontro dando as boas-vindas as novos integrantes. “Obrigado por aceitarem o convite. Levamos muito a sério o que vocês falam. Somos defensores radicais da liberdade de expressão. Esperamos que opinem e apontem os erros”.

Corrêa Neves destacou que muitas alterações foram implantadas em função de sugestões e observações feitas pelos conselheiros. Como exemplo dessas medidas, citou mudanças nas páginas para valorizar a opinião dos leitores, ampliação do uso de fotos e imagens e lançamento de cadernos especiais, entre outras medidas. “Temos obsessão pelo acerto. A gente pode errar, mas não por comodismo”.

Entusiasmados e dispostos a mostrar trabalho, os conselheiros então deixaram as formalidades de lado e anteciparam as críticas.

Vieram à tona observações sobre os mais diversos assuntos como abordagens específicas de matérias, concepção artística da capa do jornal e até sobre espaço para resultados de jogos do Campeonato Brasileiro de futebol. Todas as pontuações foram discutidas, as dúvidas esclarecidas e reclamações anotadas para análise posterior junto a equipe.

O médico Plínio Cantieri Murta Vieira, uma das novas faces do conselho, aprovou o primeiro encontro. “O contato foi fantástico. Muitas pessoas inteligentes, interessantes. Todos juntos, vamos pensar melhor e levar ganhos para os ouvintes e leitores”.

Quando o ‘vocês’ passou a ser ‘nós’

Carlos Eduardo Gimenes, Especial para o Comércio

Quando vi pela internet, até então só lia o jornal desta forma, exceto alguns domingos em que o comprava na banca, a possibilidade de me inscrever no Conselho de Leitores/Ouvintes, confesso que fui atraído mais pela oportunidade de receber o exemplar em casa “na faixa” (sem custos) do que propriamente pelo fato de contribuir com o processo de produção (conteúdo, forma, distribuição, etc…) do jornal e da rádio.

Pensava, cético que sou, que se a direção estava preocupada mesmo em melhorar a produção das publicações, instituísse então a figura do ombudsman (jornalista profissional que analisa e critica o jornal/rádio diariamente) logo de uma vez. Ora, é muito mais fácil e garantido! Até então só tinha visto, bem superficialmente, já há algum tempo, a figura do conselho de leitores em um jornal do grande ABC, sem saber se a experiência havia vingado.

Entretanto, compromisso assumido, vamos ver no que isso vai dar, pensava reticente. Toda experiência é válida, tentava contemporizar. O máximo que eles (jornal) vão fazer é mandar uma secretária para ouvir uma reclamação aqui outra ali, um pedido assim outro assado, e decidir tudo do jeito deles, criticava como sempre. Afinal, por que ouvir pessoas de vários segmentos que não têm conhecimento jornalístico? Isso é só média, profetizava.

Pensava tudo isso, embora reconhecesse, conforme disse na nossa primeira reunião de apresentação (aquela das fotos), ocorrida ainda lá na sala de pautas, que aquela forma de “trazer o leitor para dentro da redação” era uma tendência mundial.

Impressões iniciais passadas, as reuniões foram acontecendo. Nas primeiras, fui percebendo que nós conselheiros éramos tratados como deveríamos ser, ou seja, éramos o objetivo final do jornal/rádio. Aquilo tudo não era fachada. Uma critica era considerada, por mais superficial ou inadequada que fosse. Os assuntos internos (investimento, contratação, demissão, etc…) eram revelados sem cerimônia.

Naquele momento cheguei a uma conclusão: havia, prazerosamente, quebrado a cara! Os conselheiros (Ana Célia Borges, Ana Célia Freitas, Camila, Dinamar, Duda, Irinéia, Juliana, Leonel, Marcos, Margaret, Piacesi, Rosa, Sérgio, Tatiane, Thaís e Veríssimo) por mais diversos que fossem, tinham – e muito – conteúdo. A cada reunião um aprendizado. Tudo era pacientemente explicado, considerado e ouvido pela coluna mestra do grupo: Dona Sônia, Júnior, Joelma, Everton e Luiz Neto.

. Dona Sônia: a classe e fineza em pessoa. Uma verdadeira dama no estilo londrino. Intervenções e observações sempre pontuais e pertinentes. Atenta a tudo, porta, com muito trabalho e orgulho, a bandeira do GCN.

. Júnior: Com o perdão pelo lugar comum, é um homem à frente de seu tempo. Aborda todos os assuntos com a facilidade do generalista, porém, com o conhecimento do especialista. Alguém preocupado sempre com a qualidade, seja ela do café servido a nós tanto quanto com o conteúdo do jornal/rádio. Invejo aqueles que têm a oportunidade de se sentar com ele, despretensiosamente, e conversar por horas a fio sem a obrigação de falar sobre determinado assunto/fato.

. Joelma: A simpatia em pessoa. Aborda todos os assuntos sem perder o seu jeito doce de falar. Consegue exprimir argumentos contrários sem aborrecer aquele que opina. Com a competência que tem conseguiu dar um perfil ao jornal que edita. Critica sem perder a ternura.

. Everton: É o famoso “tiozão”. Sua vida profissional confunde-se com o rádio. É capaz de saber, sem se esforçar, o que cai ou não no gosto do ouvinte. Aparenta ter um coração que não cabe dentro de si. Um verdadeiro amigão.

. Luiz Neto: Consegue colocar ordem em qualquer algazarra. Mesmo nos momentos de descontração não deixa o seu formalismo de lado. Conforme já disse o Júnior, para anunciar que a ponta do lápis quebrou é capaz de fazer um pronunciamento como se houvesse ocorrido uma hecatombe! Hahahaha… Grande Luiz! Um dos principais responsáveis para que o conselho de leitores/ouvintes desse certo, pois sempre atendeu a todos nós com muita atenção e cortesia. Uma de suas funções já diz tudo: gestor de relações corporativas.

Assim amparados por estes profissionais, passamos a discutir os mais variados assuntos a ponto de simples matérias, como por exemplo sobre coleta seletiva de lixo, desdobrar-se em análises filosóficas, antropológicas e comportamentais do ser humano.

Desentendimentos ideológicos não faltaram, é verdade, mas não passaram de desentendimentos ideológicos. Aí estava o prazer maior em ser conselheiro. Não havia limites, podíamos dizer o que pensávamos do jeito que pensávamos. Cada conselheiro mostrava o seu ponto forte na análise. Editoração, gramática, assuntos sociais, fotos, apresentadores/locutores, editoriais, colunistas, assuntos infantis, esportes, artes, política, etc… Tudo era comentado e discutido.

Observei que no começo dizíamos “vocês publicaram assim”, “vocês mostraram aquilo”, “vocês não podem deixar de abordar isso”, “vocês acertaram”, “vocês erraram”, entre outros “vocês”.

Com o passar do tempo, natural e involuntariamente, consideramo-nos parte do grupo. O “vocês” passou a ser “nós”. “E se nós publicássemos isso”, dizia um, “se nós não abordarmos dessa forma”, ponderava outro, “nós estamos acertando”, afirmava alguém.

O comprometimento e a responsabilidade do GCN contagiou a todos. Com certeza neste momento fazer parte do grupo de conselheiros do GCN ficará marcado no ponto indelével de nossas consciências com muito prazer.

Assim, por tudo isso, agradeço enormemente a oportunidade de ter dito “vocês” e hoje dizer “nós”.

Conselho de Leitores: a geração de novos críticos

Paulo Godoy, da Redação

Instituições, sejam de quais naturezas forem, quase sempre não reagem bem à menor cogitação de controle externo sobre suas atividades. Exemplo disso está nos jornais, com notícias do controle sobre o Judiciário, sobre a polícia, sobre o Ministério Público. E a imprensa não foge à regra. No final da década de 1980, quando movimentos foram dados em direção à criação dos primeiros conselhos de leitores em alguns poucos jornais – o O Globo, do Rio, foi o primeiro – muitos jornalistas torceram o nariz para a novidade. Era o receio do tal controle.

Demorou muito para que os Conselhos de Leitores de O Globo e Zero Hora, de Porto Alegre, e de tantos outros que os adotaram em seguida, ganhassem o reconhecimento que mereciam e fossem entendidos como a personificação, na forma de grupo, daqueles que todos os dias se debruçam a ler o material preparado pela redação no dia anterior.

O Comércio da Franca decidiu montar o seu Conselho em 2005. A novidade foi oficialmente apresentada no dia 3 de julho daquele ano, como parte das comemorações de 90 anos do jornal. Foram 18 escolhidos; 12 titulares e seis suplentes, tirados, como diria algum tempo mais tarde Corrêa Neves Júnior, diretor-responsável do Comércio, de uma lista com milhares de corinthianos, palmeirenses, gente jovem e outros com mais idade, profissionais liberais, estudantes e comerciantes, homens e mulheres que se inscreveram para o desafio de ajudar a aproximar o jornal de seu público leitor.

O Conselho de Leitores do Comércio entrou neste ano em sua quarta temporada. Escolhidos no final de junho, oito integrantes estarão junto aos quatro remanescentes da formação anterior até o ano que vem, quando, novamente, mais uma eleição definirá a entrada de novos conselheiros e a permanência de outros.

Durante o tempo em que participam do conselho, seus integrantes têm à disposição um canal direto com a editora-chefe, Joelma Ospedal, com Corrêa Neves Júnior, e com Sônia Machiavelli, presidente do Conselho de Administração. Além disso, reuniões realizadas com frequência bimestral são o ponto alto nessa convivência. Para os jornalistas e diretores do Comércio da Franca, o conselho se traveste de uma importância cabal, partindo do princípio de que por mais que jornalistas e demais profissionais trabalhem duro para colocar uma boa edição nas bancas, ela ainda assim pode apresentar falhas.

É esse o papel do conselho. Ajudar a apontar os escorregões cometidos na apuração de notícias, na diagramação, na qualidade da impressão, das fotos. Mas não só isso. Sugerir mudanças, cobrar matérias, dar dicas do que gostariam de ver escrito, comentado ou fotografado são, entre tantas outras, funções do conselheiro.

Mas será que seus integrantes reconhecem importância no papel que desempenham? Alexandre Leonel foi um dos primeiros conselheiros participantes, eleito na formação de 2005. Além de interferir diretamente em seu cotidiano, quando passou a ponderar diversas opiniões antes de tomar qualquer conclusão, Leonel disse que à medida que o Conselho foi tomando conhecimento de como o jornal funcionava, o lado simplista do observador foi deixado de lado.

Tatiane Venuto e Tiago Martins, também conselheiros, em momento de assunto sério na reunião de 20 de junho

“Pude descobrir que o jornal não é apenas um apanhado de textos sobre vários acontecimentos. Vi que para cada linha escrita, um número incontável de processos é executado de tal forma que a informação possa ser transmitida na forma de imagens e textos”, disse ele, lembrando que a leitura do jornal nunca foi uma obrigação matinal, coisa que mudou depois de se tornar conselheiro. Quando identificava algo estranho, prosseguiu ele, a função falava mais alto. “Era difícil identificar algum erro e não se sentir envolvido.”

COMO UM NAMORO

A corretora Juliana Sanches Passos comparou sua passagem pelo Conselho de Leitores a um namoro. “No começo, você fica meio tímido, cheio de dedos, com receio de falar”, disse ela. “O desenrolar desta relação é maravilhoso. A cada nova reunião descobrimos que somos realmente capazes de analisar, criticar, modificar ou elogiar o jornal com o nosso olhar, a nossa atenção focada, a nossa leitura.” Juliana ficou quatro anos na função de conselheira. Entusiasmada, disse que, se pudesse, passaria outros quatro. “É preciso entender que a ideia de mundo que precisamos ter, modificar e fazer parte vai muito além das paredes da nossa casa, do nosso trabalho, da escola ou do clube. Participar do Conselho foi um momento único”.

O dentista Luis Eduardo Marques Ferreira, o Duda, está em seu primeiro mandato. Ao falar sobre como encara sua participação no Conselho de Leitores, deu um relato que parece ser comum à maioria dos conselheiros. Ao se assumir um escritor de poucas pretensões, mas um grande leitor e observador, Luis Eduardo disse que conviver com pessoas de outros segmentos o ajudou a ser mais crítico e a desmistificar preconceitos que alimentava em relação ao jornal.

“O Comércio mudou totalmente. O jornal está interagindo mais com seu leitor. Isso me contagia de tal maneira que eu estou tomando essa atitude, ouvindo meus pacientes sobre o que eu devo mudar”, afirmou Duda, mais ou menos como já havia dito Alexandre Leonel, que desejaria ter um grupo de clientes dispostos a criticar ou sugerir mudanças em sua empresa. “Isso tornaria tudo mais perceptível.”

junho/2009

Última Reunião

Última Reunião

Conselho de Leitores do GCN encerra mandato e deixa saudade

Luiz Neto, Editor de Opinião do Comércio

“Uma experiência relevante, que fez diferença para valer em minha vida”. Assim, Tiago Martins, o mais jovem dentre os integrantes do Conselho de Leitores do GCN que encerrou mandato, resumiu o que sentia na oportunidade do último encontro de trabalho, dia 20 último, na sede do grupo de comunicação.

O pessoal chegou à hora de sempre, 9 horas. Era dia de resumir acertos e dificuldades vividos nos dois anos de mandato. Também, de celebrar os laços de amizade que surgiram e se fortaleceram enquanto o trabalho acontecia.

Embora risos declarados testemunhassem a interação alcançada pelo grupo, principalmente quando Marco Piacesi começou a contar sobre as peripécias de sua estada em Marrocos, na África, cada um dos conselheiros – Ana Célia de Freitas, Camila Beghelli Schirato, Carlos Eduardo Gimenes de Matos, Dinamar Lacerda Domiciano, Luís Eduardo “Duda” Marques Ferreira, Marco Aurélio Piacesi, Marcos Donizete de Souza, Rosa Santa Batista, Sérgio Coelho Lanza, Tiago Monteiro Martins, Tatiane Cristina Venuto, Thaís Aparecida Machado – revelava pontinha de tristeza, provocada pelo “último encontro”. No dia anterior, a conselheira Dinamar depositou na caixa de mensagens do grupo o tom do que estava por vir: “Vamos, com certeza, guardar pelo resto de nossas vidas (esta) experiência”.

O jornalista Corrêa Neves Júnior, que coordenou o encontro, elencou algumas das principais contribuições do grupo, ao Comércio e Difusora. “Vocês foram determinantes. Vestiram o papel que lhes entregamos e podemos afirmar, sem erro, que fizeram diferença”. Referia-se à “guerra” empreendida por Duda para dar mais valor à Objetiva, voz oficial do grupo Corrêa Neves de Comunicação. Conseguiu. Também, para que a “última página do Comércio não contivesse apenas textos, mas também, imagens”.

“Vocês também nos convenceram a modificar fórmulas sobre coberturas de Carnaval, Francal, Expoagro. Ainda, a empreender reformas de design que deram mais beleza e eficiência a páginas como as de Opinião e Debate, Painel e Classificados. Nos estimularam a discutir rumos novos para as colunas Insight e Se Liga. Ajudaram a tornar nossos profissionais de rádio e jornal ainda mais próximos de ouvintes e leitores. A lista de conquistas é imensa e só temos a agradecer a cada um de vocês”, disse Júnior.

A outra parte da reunião, como estava previsto, envolveu o grupo na escolha de três nomes finalistas para os troféus especiais de Empreendedor Social e Empresário do Ano que o GCN entregará em 12 de setembro, durante a esperada festa Top of Mind. Trabalharam a partir de lista de dez nomes pré-selecionados em cada categoria, dentre 211 inscritos por internautas, no site do Comércio da Franca. O processo de escolha prosseguirá dia 2 de julho, quando júri especialmente convidado, integrado por vencedores do ano passado e representantes do comércio, indústria, serviços, política, editores e diretores do GCN, deverá chegar a apenas um nome para Empreendedor Social e mais um, para Empresário do Ano.

Alguns dos momentos especiais do encontro de 20 de junho estão nesta página especial, publicada em agradecimento ao importante serviço prestado ao GCN por seu grupo de conselheiros. Não há, na verdade, palavras suficientes para demonstrar o reconhecimento desta casa de comunicação ao muito que fizeram. Ficamos, então, nas mais simples: muito obrigado!

MESA ÁRABE

É em torno de mesas fartas que as reuniões do Conselho acontecem. Na ocasião da despedida, o “chef” Corrêa Neves Júnior manteve a tradição e, de quebra, inovou: cozinha árabe. Esfirras de carne, queijo e ricota; homus, babaganuch, patê de coalhada, torradas de pão sírio, quibe frito e assado embalaram o encontro e garantiram o cenário ideal para a troca de brincadeiras, piadas inteligentes e muito, muito riso. Para beber, refrigerante durante os trabalhos. Ao final, Bohemias escandalosamente geladas.

IMPRESSÕES – 1

“Sei que mudanças são necessárias e precisam acontecer para que outras pessoas, com novas ideias, possam contribuir. (…) Eu só tenho a agradecer a oportunidade de ter participado (…), ter conhecido pessoas com opiniões diferentes que fizeram ampliar nosso conhecimento e as amizades. Saí com uma pontinha de tristeza, mas é normal.” (Thaís)

IMPRESSÕES – 2

“A maneira que eu via ou lia o Comércio é totalmente diferente da visão que tenho agora. Quando lia matérias com certas restrições – com apenas as iniciais ou supressão do nome de algum personagem – me perguntava sobre as razões. Hoje, entendo. Mais do que isso: consigo explicar para aqueles que ficam indignados, como eu ficava. O GCN pode se orgulhar, pois nenhuma rede de comunicação tem a coragem de ‘dar a cara a tapa’ (de ouvir) crítica. Tenho orgulho e alegria por ter participado dessa transformação.” (Ana Célia)

IMPRESSÕES – 3

“Quando vi (…) a possibilidade de me inscrever no conselho de leitores/ouvintes, confesso que fui atraído mais pela oportunidade de receber o exemplar em casa ‘na faixa’ (sem custos) do que propriamente pelo fato de contribuir com o processo de produção (conteúdo, forma, distribuição, etc…) do jornal e da rádio. (…) O máximo que eles (jornal) vão fazer é mandar uma secretária para ouvir uma reclamação aqui outra ali. (…) fui percebendo que (…) aquilo tudo não era fachada. (…) Tudo era pacientemente explicado, considerado e ouvido pela coluna-mestra do grupo: Dona Sônia, Júnior, Joelma, Everton e Luiz Neto. (…) Não havia limites, podíamos dizer o que pensávamos do jeito que pensávamos. (…) no começo dizíamos (…) ‘vocês acertaram’, ‘vocês erraram’, entre outros ‘”vocês’. Com o passar do tempo, (…) o ‘vocês’ passou a ser ‘nós’”. (Carlos Eduardo)

IMPRESSÕES – 4

“O nosso último encontro com certeza foi muito bom. (…) gostaria de agradecer (…) pela oportunidade de representar os mais jovens. O conselho (…) marcou minha adolescência. Tornei-me uma pessoa mais crítica, melhorei muito meu vocabulário pelas constantes leituras; as reuniões me ajudaram a ver que cada pessoa possui uma opinião e ela precisa ser respeitada. O GCN merece (cumprimentos) por (…) valorizar suas joias principais: o leitor e o ouvinte. Também, por depositar confiança em nós, os jovens, que também temos condições de opinar, criticar, mesmo diante de nossa imaturidade.” (Tiago Martins)

FEZ DIFERENÇA

“Vivi, neste Conselho, alguns dos momentos mais importantes e marcantes de toda a minha vida.” (Dinamar).

A NOVA TURMA

O novo grupo de conselheiros do GCN foi oficialmente apresentado na edição deste Comércio em 21 de junho. Também foram anunciados os nomes de Carlos Eduardo, Luís Eduardo “Duda”, Tatiane Venuto e Camila Schirato, que continuarão atuando por mais um ano para garantir a transição da expertise do Conselho. São conselheiros novos, com posse agendada para 7 de julho: Ana Paula Baldoíno, 21 anos, auxiliar administrativa; Marcos André Haber, 51, administrador hospitalar; Plínio Cantieri Murta Vieira, 37, médico; Maria Regina Franz di Maio, 57, culinarista e dona de casa; Fabrício Luís Pizzo, 32, advogado; Anderson Marcelo Batista, 34, policial militar; Daniel David Machado, 25, pespontador; Janice de Oliveira Silva, 31, professora (titulares) e Daiane Ribeiro Gonçalves, 20, estudante; Mirna Peixoto Dias, 32, dentista; Susana Batista Messias, 23, microempresário; Henrique Eduardo Andrade Teixeira, 17, sapateiro; Michel Calixto Daoud, 48, técnico químico; Antônio de Pádua Pinto Filho, 26, taxista (suplentes).

PERSONAGEM

“O novo conselho (continua) ‘plural’ em idade, classe social, estilo. Nossos companheiros mantidos merecem o posto. Desejo que se envolvam com o novo grupo, mas sem se esquecerem da gente. E atenção: não vou deixar de comentar, como aprendi a fazer” (Tiago Martins). O jovem conselheiro iniciou seu mandato com 16 anos e o termina com 19. Tomou gosto efetivo em participar de tudo o que se refira ao Conselho de Leitores do GCN. Acabou transformado em personagem mais comentado da última reunião. Everton Lima agradecia quase de segundo a segundo o voto de “Minerva” que Tiago deu a Valdez Rodrigues, fazendo-o vencedor do Prêmio Sônia Machiavelli, com direito a uma viagem à Califórnia. Everton acabou se beneficiando com a vitória de Valdez, “e também foi”.

SUCESSO

“Sem dúvida alguma (os) momentos (que passamos juntos) ficarão guardados em nossas lembranças e principalmente nos nossos corações. Confesso que agora leio o jornal com um certo ar de tristeza, mas isso faz parte do processo de amadurecimento que as mudanças provocam em nós. Desejo de coração, que no conselho (que vem aí), nossos companheiros que permaneceram possam viver momentos tão especiais quanto os que convivemos.” (Marcos)

VOZ POTENTE

Rosa Santa, extremamente bem-humorada, ajudou a animar o ambiente do último encontro e não permitiu que o clima de despedida pesasse. Arrancou risos ao comentar sobre fotografias, quando Tiago Brandão tentava captar momentos descontraídos de cada um dos presentes. Também comentou sobre o Conselho, que apareceu em sua vida após a tristeza de haver sido torturada por ladrões que invadiram sua casa, pouco antes de se candidatar. “Tornei-me feroz combatente da impunidade que permite que a violência se institucionalize neste País. O Conselho de Leitores que integrei me permitiu falar muito sobre este problema. Manifestei-me também muito, enviando comentários sistemáticos ao jornal, usando o fato de ser conselheira. Acho que mais pessoas estão cientes sobre a insegurança pública. Fiz o que me cabia fazer. Estou feliz pela acolhida que os veículos do GCN me proporcionaram”.

GCN seleciona novos conselheiros. Posse será dia 7 de julho

O novo Conselho de Leitores do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) está formado. São 12 os escolhidos como titulares. Entre eles, quatro integraram a gestão que termina neste mês e serão reconduzidos ao cargo. A posse do grupo será no dia 7 de julho, às 19 horas, no auditório “Jornalista Corrêa Neves”. Os selecionados disputaram a vaga com mais de 135 candidatos. A escolha foi feita na última quinta-feira por diretores e editores da empresa. Entre as tarefas do conselheiro está a de criticar, sugerir reportagens e, principalmente, trazer para o GCN o que o leitor quer ver no jornal diário e ouvir na rádio.

Os novos conselheiros representarão leitores e ouvintes dos mais diversos segmentos. No grupo há médico, advogado, professor, policial, dona de casa, sapateiro e outros. “Foi muito difícil de a gente chegar num termo. As inscrições foram interessantes e as justificativas de quem queria ser conselheiro chamaram muito a atenção. Tentamos manter essa pluralidade (de leitores) e esperamos que o novo Conselho consiga trazer tanta contribuição quanto o Conselho atual”, disse Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio.

O mandato dos novos conselheiros terá duração de um ano. Neste período, todos receberão, gratuitamente, o Comércio da Franca e participarão de reuniões bimestrais com a direção e edição do GCN. Os titulares novatos – oito no total – substituirão um grupo dedicado à atuação e que proporcionou aos leitores importantes mudanças nas edições do jornal. “Esse último Conselho teve postura muito presente, dinâmica. Contribuiu demais para uma mudança de visual e abordagem do jornal. Foi uma mudança interna de postura dos nossos profissionais pensando no leitor e ouvinte. Sempre tivemos isso como prioridade, mas com o conselho você personifica o leitor”, disse Joelma Ospedal.

DESPEDIDA

No sábado passado os oito conselheiros que deixaram o cargo – e os quatro que foram reconduzidos – participaram da última reunião do mandato 2008-2009 na sede do GCN. O encontro durou pouco mais de três horas e foi encerrado em clima de confraternização. “Achei a reunião bastante descontraída, embora tenha saído com uma pontinha de tristeza. Sei que mudanças são necessárias e precisam acontecer. Só tenho a agradecer a oportunidade de ter participado e conhecido pessoas com opiniões diferentes que fizeram ampliar conhecimentos e amizades”, disse a pedagoga Thaís Aparecida Machado.

O estudante Tiago Martins, 19, representante mais jovem do Conselho, agradeceu. “Posso dizer que o conselho marcou minha adolescência. Tornei uma pessoa mais crítica, melhorei meu vocabulário. As reuniões me mostraram que cada pessoa tem uma opinião e ela precisa ser respeitada”.

O jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN, elogiou o grupo que encerrou o mandato. “O primeiro conselho (em 2005) foi o da novidade. A gente começou com trabalho novo, uma iniciativa inédita com resultado muito bom. Por isso estimulou a manutenção. Já esse conselho foi o da maturidade crítica. Esperamos manter isso no futuro”, disse.

Conselho de Leitores tem 135 candidatos

O prazo de inscrições para os interessados em participar do Conselho de Leitores do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) terminou no último domingo. No total, 135 pessoas se inscreveram. São candidatos com idades entre 15 e 70 anos, representantes dos mais diversos segmentos.

A próxima etapa será selecionar os futuros conselheiros. Serão escolhidos 12 titulares e seis suplentes. Diretores e editores do GCN se reúnem na quinta-feira, dia 18 de junho, para esta tarefa. “Vamos buscar pessoas mais jovens, de mais idade, de várias áreas de atividade. Precisamos ter o ponto de vista dos mais variados ângulos de abordagem para ter um conselho que represente efetivamente o universo de leitores e ouvintes do Comércio e Difusora”, explica Luiz Neto, editor de Opinião do Comércio.

Os selecionados serão conhecidos até o fim deste mês e começam a desempenhar a função em 1º de julho. O mandato tem duração de um ano – renovável por mais um – e não é remunerado. O conselheiro receberá o jornal diariamente em casa e terá o compromisso de analisar o conteúdo das coberturas jornalísticas do GCN. Depois discutirá os assuntos com a diretoria da empresa em reuniões realizadas a cada bimestre.

Este é o quinto ano consecutivo que o jornal conta com um conselho de leitores. Os participantes têm, a cada reunião com a diretoria e editoria, a liberdade de criticar, sugerir e opinar sobre todas as matérias veiculadas no jornal, rádio e internet.

Conselho de Leitores consolida o poder da crítica democrática no ‘Comércio’

Paulo Godoy, Repórter especial do Comércio

Ao entrevistar um integrante do atual Conselho do Comércio e um outro, que já saiu, foi possível ter uma ideia de como a experiência colocada em prática desde meados de 2005 é importante para esse selecionado grupo, representativo dos milhares de leitores do jornal.

No primeiro caso, Luís Eduardo Marques Ferreira já começa a sentir a falta que os encontros bimestrais farão. Dentista, Duda, como é conhecido, disse que sua participação no conselho nesses quase dois anos acabou influenciando a relação que tem com seus clientes, fazendo com que abrisse um canal mais direto de comunicação, ouvindo-os e considerando suas sugestões e críticas.

O segundo conselheiro entrevistado foi Alexandre Leonel, do primeiro conse lho. Ao ser questionado sobre como resumiria sua passagem pelo grupo, disse que se os clientes de sua farmácia de manipulação participassem do cotidiano da empresa da forma como os conselheiros do Comércio o fazem no dia-a-dia do jornal, poderia gerir seu negócio com maior tranquilidade, pois saberia onde erra, onde acerta, o que os satisfaz e como corrigiria o que os incomoda. Em síntese, teria retorno sobre o trabalho que desenvolve.

A fala dos dois, obviamente sem saber que o outro seria consultado, dá bem a noção de como, por um lado, o trabalho do grupo é importante e, por outro, é levado a sério pela direção do jornal e pelos próprios conselheiros.

Os debates da reunião do dia 6 começaram pouco depois das 9 horas e terminaram após as 13 horas. Durante esse tempo, o protocolo informal dos encontros analisa os assuntos mais discutidos na troca de e-mails que ocorre entre os conselheiros, em caixa postal exclusiva. Fora isso, os espaços são preenchidos por observações pontuais sobre a abordagem dada a reportagens, erros cometidos – não escapa nenhum – e até mesmo palpites em assuntos que, a princípio, não fazem parte das atribuições do grupo.

Para quem participou pela primeira vez do encontro, como este repórter, várias observações podem ser feitas. A primeira delas é que o grupo assume, com diferentes nuances e níveis, que as edições do Comércio disponibilizadas ao universo de leitores representado por esses homens e mulheres é de responsabilidade da redação, com todos os seus profissionais, mas é também deles.

Ao apontar falhas, elogiar os acertos e sugerir mudanças fica claro que são a base de uma pirâmide formada por milhares de pessoas, as mais diferentes possíveis.

Dito isso, é preciso reconhecer que a iniciativa do Comércio é revestida de um caráter democrático, em que sobra espaço até para críticas pouco fundamentadas, mas que são igualmente ouvidas. Como exemplo fica o caso da reportagem mostrando que Franca tinha o álcool mais barato do Brasil (Caderno Local, em 24/4/09).

Enquanto parte do conselho disse que a reportagem foi responsável pelo súbito aumento, outra parte, ligeiramente maior, reconheceu que, como imprensa, a função era informar. Embora discutível, o posicionamento daqueles que se mostraram contrários à matéria foi igualmente assimilado tal como o dos que a apoiaram. Prevaleceu, naquela ocasião, o imperativo da informação.

Nas próximas semanas, o Comércio conhecerá seu novo Conselho de Leitores. Prosseguirá, para os jornalistas desta casa, a experiência de ter, muito próxima, a crítica contundente e direta daqueles para os quais escrevem. Estranho, mas fundamental.

CHAMADA

A penúltima reunião ordinária da gestão do atual Conselho de Leitores do Comércio reuniu Ana Célia Freitas, Camila Schirato, Carlos Eduardo Matos, Dinamar Domiciano, Luís “Duda” Ferreira, Marcos de Souza, Rosa Batista, Sérgio Lanza, Tatiane Venuto e Tiago Monteiro, dia 6 de maio, sábado.

VISITANTES

A convite dos conselheiros, estiveram presentes o repórter Paulo Godoy e a coordenadora de jornalismo da Difusora, Cíntia Flávia, além do comunicador Valdes Rodrigues. Pelo jornal e rádio, Corrêa Neves Júnior, Sonia Machiavelli, Denise Silva, Everton Lima e Luiz Neto.

O PREÇO DO ÁLCOOL

Duda Ferreira foi o primeiro a pedir a palavra: “O jornal foi o gatilho que causou impressionante alta nos preços do álcool combustível. Acho que deveria ter sido só uma notinha para não chamar muita atenção sobre o preço baixo praticado em Franca”. Debate intenso. O jornal deve publicar sempre porque é fato? Só uma nota? Não publicar? O grupo fechou questão, em consenso difícil: o Comércio deve continuar publicando tudo o que seja verdade, factual.

OPINIÃO E DEBATE

A página 2 do Comércio, de Opiniões e Debates e o local da Objetiva (o Editorial), mereceu olhar especial do grupo. Quando tomaram posse em 2007, os atuais conselheiros – Duda, principalmente – insistiram em que a Objetiva deixasse a página 3, onde esteve por anos, e fosse para local privilegiado. Emplacaram a pedida. O novo design da página 2, lançado em meados de 2008, levou consigo a seção, voz oficial do jornal. Querem mais: “A valorização da Objetiva é essencial. Estudem espaço mais privilegiado”. Anotamos.

CHARGES

O novo chargista do Comércio, Alexandre Fischer, está aprovadíssimo. Profissional de design do GCN, ele assumiu o desafio de extrair do factual francano os motes para charges que em poucas semanas caíram no gosto dos leitores. Luiz Neto, editor de Opinião, avalizou: “Era objetivo de curtíssimo prazo da Editoria de Opinião unir o poder de comunicação crítica das charges aos fatos do cotidiano francano. Conseguimos, com Fischer”.

REFRESCO

Intensos debates mereceram momentos de descontração. A presença de Valdes Rodrigues, comunicador das manhãs da Difusora e vencedor de concurso que lhe rendeu viagem aos Estados Unidos, junto a Júnior, Everton Lima e Rodrigo Henrique, contando trechos da jornada, rendeu boas risadas. Quando Júnior contou sobre o jeito com que Valdes pedia cervejas e “fazia questão de ignorar” a tradição norte-americana de dar grandes gorjetas, o grupo veio abaixo. “Ele e Everton não entendiam porque as outras mesas eram atendidas com presteza e a deles, não”.

RETOMADA 1

Retomadas de matérias agradam muito aos conselheiros. Dinamar Domiciano cumprimentou o GCN por ter voltado ao assunto do “sumiço” da advogada Adriana Tellini, fugitiva dos órgãos de segurança por mais de um ano. Foi só publicar e, imediatamente, a advogada foi encontrada e presa. Ana concordou: foi um texto sob medida e chamou a atenção da segurança pública para dar solução ao caso: “O leitor estava ansioso pela prisão. A cobrança ajudou, sem dúvida”.

RETOMADA 2

Ainda sobre “retomadas” Camila Schirato considerou o texto do repórter especial Paulo Godoy, sobre o caso do frentista de posto de combustível atropelado pelo francano Caio Meneghetti, em Ribeirão Preto, como quase perfeito, não fosse por um ‘pequeno deslize com a linguagem’, que a revisão não pegou (o verbo haver foi publicado sem o ‘h’). Paulo pediu a palavra e contou sobre a grande preocupação existente no GCN com questões jurídicas e, principalmente, sobre o texto final. Carlos Eduardo minimizou o questionamento de Camila: a grafia errada de um verbo – que venceu, verdadeiramente, dezenas de pares de olhos treinados para corrigir – não derrubou a excelência da matéria.

AINDA SOBRE O ERRO

Corrêa Júnior foi mais fundo: “Erros são inadmissíveis e todos nós, diretores, editores, repórteres, revisores, estamos empenhados em que não aconteçam. Ainda assim, ocorrem. Fazemos deles lembranças que não se apagam para evitar novas ocorrências. Cobramo-nos muito, pessoal e internamente”. No caso da matéria sobre o frentista, Corrêa Júnior contou que o texto foi lido inú meras vezes por editores e advogados por quase dois meses até que chegasse próximo do ideal. Mas, depois de tantas revisões, a mente acabou se enganando e, em que pese o fato de o texto ter sido produzido por um repórter que trabalha como poucos com a norma culta da língua, a palavra escrita errado passou. Apesar do referido erro não ter comprometido a reportagem – cujo conteúdo foi alvo de elogios por todos – Corrêa Neves Júnior reiterou repetidas vezes que é necessário manter diariamente a luta incansável contra os erros. Por menores que sejam.

LEI SECA E SIMILARES

Outro embate interessante do encontro focou a Lei Seca. Carlos Eduardo foi taxativo: “As leis devem ser cumpridas”. Surgiram considerações similares quanto à legislação de uso de áreas públicas. De conclusivo, a certeza de que o Comércio tem que continuar produzindo textos que sejam didáticos, que resolvam dúvidas possíveis de leitores quanto ao que realmente ocorre.

PRÓXIMO ENCONTRO

O grupo atual de conselheiros terminará mandato no próximo dia 20 de junho. Na ocasião será realizada uma reunião especial. Durante o encontro, os conselheiros terão a incumbência de escolher dentre 20 nomes (pré-selecionados por diretores e editores do Comércio e Difusora entre mais de 600 inscritos) os seis nomes dos candidatos finalistas aos troféus especiais do GCN. Serão três nomes candidatos a Empresário do Ano e três a Empreendedor Social. Os referidos troféus especiais são homenagens do GCN a personalidades que se destacaram nas referidas atuações ao longo do ano. A entrega dos troféus é feita tradicionalmente por ocasião da festa Top of Mind que, neste ano, será realizada em 12 de setembro.

DESPEDIDA

Depois da escolha dos candidatos finalistas aos troféus, o GCN agradecerá o excelente trabalho realizado pelo grupo de conselheiros no contexto do esforço de aprimoramento do jornal Comércio da Franca e Rádio Difusora, nos últimos dois anos. Voluntariamente e, não menos por isso, com seriedade e dedicação sem paralelos.

março/2009

Atuação do Judiciário domina as discussões da reunião do conselho

Os assuntos habitualmente discutidos nos encontros bimestrais do Conselho de Leitores do GCN – notadamente críticas e sugestões sobre reportagens – cederam espaço, na primeira reunião ordinária de 2009, a um tema tão incômodo quanto preocupante: a dificuldade de se fazer jornalismo num país em que se tem que conviver com interpretações muito particulares das leis.

Os conselheiros, como a maior parte dos leitores, tem um entendimento claro e correto da atividade jornalística: se é fato, pode ser publicado. Mas, na prática, não é bem assim. Pelo menos, não para a Justiça. E foi essa distância entre o entendimento comum sobre o direito à informação e a atuação da Justiça que norteou as discussões. O caso de um delegado de polícia que processou o jornal (e dois repórteres) pela publicação de uma matéria que retratava confusão ocorrida durante seu plantão ilustrou o debate.

O episódio, que tem como protagonista o delegado José Carlos de Oliveira, foi presenciado por dois repórteres do jornal, Renata Modesto e Marcos Junqueira. Em dezembro de 2008 um PM, que efetuava a prisão de um homem acusado de agredir outro, foi xingado de “policialzinho de merda” pelo delegado, dentro da delegacia. Em depoimento, o policial confirmou a agressão verbal.

O juiz do caso tem por entendimento que os fatos são “incontroversos”, ou seja, são verdadeiros. O próprio delegado não nega os fatos, mas, ainda assim, se achou no direito de processar o jornal.

Tão difícil quanto entender, foi explicar essa situação aos conselheiros. A editora-chefe do Comércio, Joelma Ospedal, enfatizou o problema. “Publicamos rigorosamente a verdade, ninguém desmentiu, não houve erros e, ainda assim, sofremos um processo. É, de fato, um absurdo jurídico. Sentimo-nos tolhidos em nossa liberdade de atuação. Qual é o sentido de fazer jornalismo se somos penalizados por dizer a verdade? Será ainda mais absurdo se chegarmos a um tempo em que teremos que pautar o noticiário pelo que ‘pode’ ou ‘não pode’ dar processo”, desabafou.

O conselheiro Sérgio Lanza confessou-se “angustiado” com a situação e reiterou: “É terrível ter que analisar cada matéria para antever se causará ou não problemas jurídicos ao ser publicada”. Em sua fala, resumiu a sensação que tomou conta do grupo de conselheiros. Todos se mostraram inconformados com as restrições impostas à liberdade do jornal e, por extensão, ao direito do cidadão de se informar por meio dele.

O diretor-executivo do GCN, jornalista Corrêa Neves Júnior, se disse alentado com a postura dos conselheiros. “Ficamos fortificados com o apoio do Conselho. Tenho certeza que essa incompreensão sobre posturas da Justiça e dificuldade de acesso às informações é a mesma que permeia todo nosso universo de mais de cem mil leitores diários. Mas reitero que vamos continuar lutando contra qualquer obstáculo que coloque em risco o direito – que para nós, é missão de vida – de informar a população de Franca e região”.

O GRUPO

Ana Célia de Freitas, Camila Beghelli Schiratto, Carlos Eduardo Gimenes de Matos, Dinamar Lacerda Domiciano, Luis Eduardo Marques Ferreira, Marco Aurélio Piacesi, Rosa Santa Batista, Sérgio Coelho Lanza, Tatiane Cristina Venuto, Thaís Aparecida Machado e Tiago Monteiro Martins compareceram. Foram anfitrionados por Corrêa Neves Júnior, Sônia Machiavelli, Joelma Ospedal, Everton Lima e Luiz Neto.

O CLIMA

Antes de cada reunião, os conselheiros costumam se concentrar na sala de pauta da redação do GCN, para troca de informações pessoais desde o último encontro. Em 14 de fevereiro os ânimos estavam diferentes. Dois assuntos esquentavam o clima e começaram a ser debatidos ali mesmo: o indiciamento dos repórteres Marcos Junqueira e Renata Modesto em ação proposta por um delegado e a retirada do nome do jornalista Corrêa Neves do novo campus da Unesp, a pedido da família.

O ESTÍMULO ANTERIOR

Entre uma e outra reunião do Conselho, os integrantes utilizam caixa de e-mails especial para trocarem opiniões e discutirem previamente fatos publicados pelo Comércio ou levados ao ar pela Difusora. Nas semanas anteriores, 156 mensagens foram trocadas e o assunto mais polêmico ficou visível: como o GCN agiria para continuar produzindo informação apesar de processos judiciais que, na prática, têm funcionado como censura ao livre exercício do jornalismo (leia “Justiça indicia repórteres”, e “Valores invertidos”).

DE SOLA

Iniciada a reunião, Carlos Gimenes falou pelo grupo: “é surreal. Não entendi como avança um processo apesar do próprio juiz considerar os fatos narrados pelo Comércio incontroversos”. Corrêa Neves Júnior esmiuçou os detalhes. Também se deteve em falar sobre decisões judiciais que privilegiam o direito individual em detrimento do direito à informação. Sônia Machiavelli disse que “‘é preciso expor esse dilema, dar conhecimento aos leitores sobre visões distorcidas”. Duda propôs uma capa inteira, apenas com a marca do Comércio e a palavra “censurado”, de alto a baixo. “É preciso gritar para deixar claro sobre o que a democracia pode sofrer sem jornalismo adequado”.

UM EXEMPLO

O Conselho de Leitores é um órgão consultivo do GCN e seus membros, todos voluntários, atuam como críticos sobre o trabalho dos meios de comunicação do grupo. É impressionante verificar a dedicação com a qual exercem a função. Além das análises, críticas e sugestões sobre toda a produção jornalística do grupo, os conse- lheiros também têm ajudado na tomada de decisões importantes. Corrêa Neves Júnior destacou os bons resultados que o grupo vem colhendo com a venda de assinaturas “Platinum”. O projeto desse modelo de assinatura do jornal foi apresentado aos conselheiros e teve ampla aprovação. “Dezenas de interessados consumaram a compra em curto espaço de tempo. O Conselho estava, mais um vez, certo”, disse Júnior. O modelo abre a possibilidade, para assinantes há mais de cinco anos, de assinarem o jornal por mais cinco e garantirem várias vantagens.

ÁREAS PÚBLICAS

Durante a reunião, outra polêmica: “o uso de áreas públicas por particulares”. Carlos Eduardo disse que “a lei precisa ser cumprida”. “Disciplina é fundamental”, disse Duda. Piacesi, com opinião diferente, afirmou que a “Constituição, a pretexto de preservar cidadania, está tirando tudo, de todos”. De uma forma geral, o entendimento dos conselheiros é que a regulamentação – com prazos adequados e exigências passíveis de serem cumpridas – é o melhor caminho para resolver polêmicas como essa.

A UNESP

A opção em pedir a retirada do nome do jornalista Corrêa Neves do novo campus da Unesp, decidida pela família, veio a seguir. Duda, num primeiro momento, disse que não concordou com a atitude da família. Disse que, em que pese a indiferença com que a ho-menagem foi tratada por todo o corpo unespiano, o nome – já que decidido por lei – deveria ser mantido. “É uma lei e que não foi revogada. Além disso, o tempo passa, as pessoas passam, mas a Unesp e a história ficam. O nome do patrono deveria ter sido mantido. Era justo que fosse assim”. Corrêa Júnior disse que “a decisão foi indispensável porque a Unesp ignorou a existência física de meu pai”. Também analisou pontos que a Unesp poderia ter oferecido contra a inclusão do nome: “poderia haver até motivos legítimos para tal recusa, mas nem sequer se deram ao trabalho de fazê-lo. Não disseram nada. Preferimos preservar a dignidade do nome de meu pai e tomamos a decisão que tínhamos que tomar”. Camila, Piacesi, Ana, Tiago, Tatiane, Rosa e demais conselheiros concordaram: “a verdade do caso está na declaração que o Comércio publicou (leia aqui). Quem revisitar a história não terá dúvidas”..

O FAROL

A reunião de 14 de fevereiro foi diferente não apenas pelo clima e expectativa iniciais, mas, principalmente, pela alta interação entre os presentes. O tempo passa e acentua-se a compreensão dos representantes dos leitores sobre a produção jornalística. O bom encontro foi tema de Gazetilha escrita por Corrêa Neves Jr. no domingo, 15 de fevereiro.

A GAZETILHA

Confira um trecho do texto publicado um dia depois do encontro. “Os sábados que marcam as reuniões do Conselho são momentos únicos, de intenso aprendizado, onde nós, editores, temos o raro privilégio de nos sentar diante daqueles para quem dedicamos tantas horas de trabalho duro. E deles ouvir, sem aparas, o que pensam de nosso trabalho, como avaliam o jornal que produzimos, o que temos feito de bom, o que precisamos melhorar. Muitas vezes, temos que receber também críticas, justificar erros que eventualmente tenhamos cometido. Explicar opções editoriais e o porquê das escolhas que fizemos. Não raro, ouvimos grandes sugestões, capazes de mudar o rumo ou a intensidade com que nos dedicamos a determinados projetos”.

dezembro/2008

O prefeito, o pessimismo e a onda de discussão que isso gera

reprodução

O Conselho de Leitores se encontrou em 13 de dezembro para nova rodada de análise sobre as atividades jornalísticas desenvolvidas pelos veículos do Grupo Corrêa Neves de Comunicação entre 1º de novembro – data da reunião anterior – e o início de dezembro.

O encontro prometia. A caixa de e-mails do Conselho, endereço disponibilizado para a troca de idéias dos conselheiros nos intervalos das reuniões ordinárias, tinha registrado 92 mensagens desde a última reunião. Dentre os assuntos mais comentados, as declarações do prefeito Sidnei Rocha sobre o “pessimismo do povo francano”.

O assunto foi imediatamente colocado em pauta. O Conselho se dividiu entre continuarem – ou não – o Comércio e a Difusora a utilizar espaço para fazer constar as manifestações do prefeito a respeito. A professora Camila Beghelli Schiratto bateu de sola: “Não devemos dar destaque. Não devemos bater na mesma tecla”, disse, se referindo às duas vezes em que o jornal publicou tal declaração.

A educadora Ana Célia de Freitas disse que “Sidnei gosta da mídia e, quando não tem nada novo para falar, repete os velhos discursos”. Ainda segundo ela, “não é o caso de não divulgar, mas que seja então com um notinha bem rápida e discreta”.

O cirurgião-dentista Luiz Eduardo, o Duda, foi taxativo: “Por mais pessoal que seja o pensamento do prefeito, sua fala é notícia e então deve ser publicada, levada ao ar, quantas vezes for necessário”. O diretor-executivo do Comércio, Corrêa Neves Júnior, concordou: “A essência do jornalismo é noticiar. Não existem boas ou más notícias. Existe apenas a notícia. Se o prefeito acha que o povo é pessimista e repete com freqüência, isso configura informação que temos que noticiar”.

A última reunião do ano registrou também momentos de crítica explícita a decisões editoriais do Comércio, a exemplo da não publicação de manchete específica sobre o aniversário da cidade em 28 de novembro – o conselho editorial preferiu produzir um “navegador” (recurso gráfico que se sobrepõe à manchete e onde se alocam informações relevantes), noticiando apenas ali a circulação da revista “184 anos” e a inauguração da iluminação natalina – atitude que deixou a maior parte dos conselheiros frustrada.

O cirurgião-dentista Duda se exaltou. “Discutimos este assunto ano passado aqui. Apesar de termos concordado – conselheiros e editores do jornal – sobre a relevância de chamar a atenção das pessoas para o aniversário da cidade na própria data , isso voltou a acontecer”. Saia-justa. A editora-chefe, Joelma Ospedal, considerou a decisão editorial “falha que temos que assumir”.

Marcos Donizete deu a dimensão do que a falta de destaque ao aniversário significou para ele: “Ao acordar, ainda meio com sono e ao não ver o aniversário em letras garrafais, fiquei em dúvida sobre a data e fui à folhinha conferir”. Frustrou-se. Era a data. “O erro não deve acontecer mais”, decretou Júnior.

As atividades jornalísticas do GCN continuaram sendo analisadas, criticadas, viradas ao avesso pelo grupo atento que tem ajudado o GCN a melhorar e a modernizar o Comércio, a Difusora, o site, o núcleo de revistas. Mais detalhes sobre o encontro, nas notas.

Conselheiros de 2008/2009

123458810111267

PRESENÇAS

Compareceram Camila Bertelli Schiratto, Marco Aurélio Piacesi, Marcos Donizete de Souza, Luis Eduardo Marques Ferreira (Duda), Rosa Santa Batista, Dinamar Lacerda Domiciano, Tatiane Cristina Venuto e Thaís Aparecida Machado. Sérgio Coelho Lanza, Tiago Monteiro Martins, Carlos Eduardo Gimenes de Matos e Ana Célia de Freitas justificaram ausência. Pelo GCN: Corrêa Neves Júnior, Sônia Machiavelli, Joelma Ospedal, Everton Lima, Luiz Neto. Foram apresentados aos conselheiros os repórteres Ana Catarina (nova responsável pela Insight), Rodolfo Tiengo (do núcleo de revistas) e Alex Henrique (narrador esportivo e repórter do jornal). Também, Vanessa Mazza (produtora de conteúdo de Internet) e Andréia Xavier (gestora do CEDOC – Centro de Documentação e Memória).

A REVISTA ‘184 ANOS’

Duda: “Não gostei de algumas partes. Me pareceu que foi fechada às pressas”. Joelma, editora-chefe da redação tomou a palavra para “explicar mas não justificar: de todas as revistas editadas, a do aniversário de Franca é a mais complexa. Por ser muito abrangente, há certa dificuldade em conferir a ela a unicidade que sempre buscamos. Na edição deste ano, um dado adicional dificultou esse trabalho. Como a idéia era publicar os textos que concorressem ao Prêmio Sônia Machiavelli de Jornalismo, não traçamos uma ‘linha mestra’, pois boa parte das matérias foi sugestão personalíssima de cada repórter. Ainda assim, entendo que fizemos uma boa revista”. Camila Beghelli concordou: “Li tudo. Gostei”.

A CRISE

“A filosofia de trabalho do GCN está correta” (Piacesi). O Conselho foi taxativo: devemos continuar prospectando as atividades econômicas e financeiras da cidade mesmo e apesar de vozes discordantes. “O leitor percebe a opinião do jornal e isso é saudável”, disse Duda. Marcos afirmou que as informações sobre a crise mundial divulgadas pelo jornal e pela rádio têm servido para nortear decisões em empresas locais e regionais. “Deve-se ressaltar a determinação do GCN em produzir eventos – caso da palestra com o consultor Zdenek Pracuch, com a presença de representantes de entidades do setor coureiro-calçadista – que permitem entender de que forma a crise pode interferir no dia-a-dia da economia local. Isso é e-xercitar responsabilidade jornalística”.

EDUCANDO

Parte do encontro discutiu uma das Gazetilhas assinadas pelo jornalista Corrêa Neves Júnior sobre o governador Serra se dedicar a ministrar aulas em escolas públicas sem prévio aviso. O assunto puxou outro. Sonia Machiavelli falou sobre os mais de 4 mil estudantes recebidos no GCN pelo programa Jornal Escola em 2008. “Estamos certos de que cada aluno que visitou o Comércio e Difusora entendeu que a leitura e a informação são determinantes para formação do cidadão de que o mundo moderno precisa”. Foi cumprimentada pela conselheira Camila, que utiliza regularmente o Comércio em sala de aula. Sonia informou que o programa deve atingir em 2009 também professores e alunos do ensino médio.

AINDA A CRISE

O foco, segundo a editora-chefe, Joelma Ospedal, está em “posicionar Franca em relação aos índices socioeconômicos mais importantes, como um termômetro confiável para a tomada de decisões empresariais”. Marcos Donizete se disse de acordo: “O Comércio não pode abrir mão de seu compromisso em dizer as verdades que precisam ser ditas e não as ‘menos piores’. Jornalistas não devem inferir; só contar, e em detalhes”.

TRÂNSITO QUE MATA

De novo – e sempre – o trânsito. A manchete “203 acidentes, 348 veículos e 244 vítimas: o saldo do trânsito de Franca em um mês” pontuou os comentários: “A formação do motorista francano é ruim, não vale nada” (Marcos); “Tenho carteira de moto, mas jamais pilotei. E acho que não posso fazê-lo por falta de experiência, mas tenho carteira e poderia sair por aí” (Dinamar); “O exame para motociclista é feito em arremedos de ruazinhas desenhadas no chão. O piloto não faz o exame nas ruas, em meio ao trânsito, como se pede a motoristas de carros” (Camila); “Ainda não me envolvi em acidentes, mas da forma com que tenho a frente de meu carro ‘cortada’ todos os dias, uma hora vou pegar alguém” (Piacesi); “Temos conhecimento sobre pessoas que pagam e não passam por aulas adequadas, principalmente na hora de renovar carteiras” (Joelma). O grupo quer um debate duro e objetivo com as autoridades de trânsito da cidade. “Não dá mais”, disse Rosa.

A CRIANÇA E O ECA

Júnior comentou a presença do promotor da Infância e Juventude de Franca, Augusto Soares de Arruda Neto, no GCN. “Ele ajudou a compreender de que forma o Judiciário decide com foco no Estatuto da Criança e do Adolescente. Divergimos, mas deve-se compreender sua atuação. Temos que nos adaptar aos rigores legais: e priorizar a preservação da imagem do menor infrator ou em situação de carência, por e xemplo”. “Só penso que a atuação primordial do Estado deveria se voltar para eliminar o problema do menor em risco e não punir a empresa que noticia essa situação”, disse Joelma.

LEI SECA E ACESSIBILIDADE

“Álcool e volante não combinam. Tem que ser radical. Se não for por bem, tem que ser na marra”, disse Rosa, concordando com o desejo do promotor Paulo Borges de restringir a venda de bebidas após uma certa hora. Além da questão do trânsito, tem também o fato de que muita gente bebe e pratica atos violentos contra a própria família ou se mete em confusão”, completou. “Tem que haver discussão sobre os dois casos”, disse Marcos sobre a Lei Seca e sobre a ocupação de áreas públicas por atividades privadas. “Lei Seca, não, liberação de calçadas, sim” (Camila). “Que as leis se cumpram, mas com eqüidade” (Piacesi). “Há empresas que agridem, invadem o espaço e não estão nem aí!” (Duda). “Pretenderam incluir e acabaram excluindo porque não debateram antes” (Thaís); “Antes da lei, deveria ter havido discussão” (Andréia Xavier). O assunto continuará em pauta nos próximos encontros do Conselho, certamente.

novembro/2008

O Conselho de Leitores, órgão consultivo de análise e crítica criado pelo Grupo Corrêa Neves de Comunicação para monitorar a qualidade e a competência da informação que produz, teve reunião ordinária em 1º de novembro, na sede do Comércio.

O encontro marcou a posse dos doze conselheiros reeleitos em junho deste ano, para novo mandato. Também, agasalhou acalorados debates sobre as capas publicadas pelo jornal, o material sonoro levado ao ar pela Rádio Difusora, o conteúdo das revistas editadas pelo Núcleo de Projetos Especiais e do site http://www.comerciodafranca.com.br, desde julho.

O ponto alto do encontro foi a escolha do vencedor do Prêmio Sônia Machiavelli de Jornalismo, instituído para estimular e incentivar os profissionais do GCN à produção de material inédito que será publicado na comemoração dos 184 anos de aniversário da cidade, no final de novembro.

OS PRESENTES

Ana Célia de Freitas, Thaís Aparecida Machado, Marcos Donizete de Souza, Tatiana Cristina Venuto, Carlos Eduardo Gimenes de Matos, Camila Beghelli Schirato, Dinamar Lacerda Domiciano, Tiago Monteiro Martins, Rosa Santa Batista, Luiz Eduardo Marques Ferreira estavam a postos. Marco Aurélio Piacesi e Sérgio Coelho Lanza enviaram e-mails e justificaram ausências. Sônia Machiavelli, diretora do Conselho de Administração; Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio; Everton Lima, diretor da Rádio Difusora, e Luiz Neto, gestor de Relações Corporativas, coordenaram.

Avaliação

‘POR QUE DEMOROU?’

Luiz Neto falou sobre os motivos que levaram o GCN a não agendar reunião por quatro meses: “a dedicação da redação integrada do Comércio e Difusora à presença na Francal, em julho; Fenafic, início de agosto; FCA, em setembro; cobertura ao processo eleitoral de 15 cidades, por 70 dias”. Na seqüência, o primeiro tema, que prometia: violência!

‘DIMENSÃO EXATA’

Assassinatos cometidos por menores, o caso “Kênia Bazon”, a tragédia da Rua Ouvidor Freire; os acidentes com mortes no trânsito urbano e nas rodovias da região. Os conselheiros recomendaram manutenção da fislosofia do GCN: divulgar o fato com rigor e dar a palavra a todos os envolvidos. Duda considerou respeitosa a cobertura à tragédia da Ouvidor Freire. Marcos Donizete concordou: “o jornal deu a dimensão exata do caso, respeitando os envolvidos”. O grupo também considerou adequado o trabalho da edição de fotografia, que tem preservado os leitores de detalhes visuais trágicos.

‘MAIS FUNDO’

A falta d’água que assolou a cidade em julho e a forma com que o Comércio e a Difusora se dedicaram a retratar o assunto foram analisadas na seqüência. Rosa Santa deu o tom: “fomos condescendentes com a Sabesp”. Ela queria que a empresa fosse mais cobrada. Primeiro, porque “a estatal deixou de avisar a população sobre os problemas que estavam por vir”. Depois, “quando criou mecanismos para não conceder os descontos que disse que daria. Acho que a empresa respirou aliviada!”. Thaís disse que ficou satisfeita com o tom da cobertura. “Tinha sempre informação onde buscar água. Os infográficos indicaram exatamente onde estavam os problemas que produziram a falta d’água. Os textos mostraram as tristezas da população mas também os esforços dos funcionários da empresa em solucionar”.

POLÍTICA ESSENCIAL

A cobertura do período eleitoral foi considerada pelo grupo como “grandioso e correto trabalho jornalístico”. Marcos Donizete disse que nem precisaria haver “tanta preparação do GCN, porque, na verdade, não houve eleição. Não houve candidato competente. Foi a reeleição do candidato, só”. Duda disse que “tendo em vista não haver confronto em Franca, o GCN deveria ter ido em busca dos conflitos nas cidades da região”. Considerou, ainda assim, “essencial o conhecimento sobre os candidatos, proporcionado pelas sabatinas e debates”. Thaís ressaltou o papel pedagógico das “Gazetilhas” do jornalista Corrêa Neves Jr., capazes de “ensinar política a quem quisesse aprender”. Ana concordou: “as Gazetilhas e a cobertura com um todo ajudaram a formar a nova Câmara”.

NOVOS CADERNOS

Os novos cadernos de Turismo, Concursos, Classificados (Mercado Imobiliário, Automóveis, Empregos) e a mudança de dia da semana (domingo para sábado) do Nossas Letras, foram apresentados por Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio. Houve unanimidade: “válidos, esclarecedores, valorizam e agregam mais conhecimento, demonstram compromisso com a diversificação e atende a mais nichos de leitores”. Só não houve concordância com a modificação de dia do Nossas Letras. “Reestudo já!”, determinaram os conselheiros.

SEM IMAGENS

Um bloco da reunião se prestou à discussão de manchetes. Joelma apresentou capas com títulos sobre assuntos econômicos aplicados ao dia-a-dia da cidade; outras, com chamadas sobre colocações da cidade em pesquisas nacionais e estaduais, “nem sempre positivas” (“a primeira do País em registros de ocorrências com drogas envolvidas” a exemplo) e mais algumas, contendo o resultado do trabalho de análise sobre números alcançados por escolas de Franca, em confronto com cidades de populações similares. Tais manchetes ‘apesar de não admitirem informações visuais que possam chamar a atenção dos leitores, permitem posicionamento de setores da economia ou dos negócios”. Duda foi taxativo: “o jornal precisa ser muito visual. Continuo vendo primeiro as informações visuais. Se me agradam, vou mais fundo”. Camila deu outro tom: “se não existem matérias que possam conter informações visuais e o jornal precisa da manchete, que sejam construídas sem imagens. O assunto, neste caso, precisa ser muito bom”.

AINDA, MANCHETES

E o assunto acabou se esticando. Um vendaval de opiniões contrárias ao “Fique esperto – Sábado é dia de roubar carro”, publicada exatamente no dia da reunião do Conselho, tomou conta do encontro. Joelma explicou que a manchete escolhida foi exaustivamente discutida entre os editores. “Precisávamos comunicar o resultado da análise das estatísticas da Polícia Militar sobre os dias em que se registram mais ocorrências de furtos e roubos. Não havia muitas formas de dizer que o sábado era este dia. Optamos por construir um título com “chapéu” (pequena chamada que se sobrepõe ao título principal) que lançasse o leitor a ficar alerta. A manchete, em si, pretendia apenas fazer constatar o problema indicado pela análise das estatísticas”. Os conselheiros não “perdoaram”: “Não dá. Fica parecendo que o jornal convida a furtos ou a roubos”. Ouvimos. Anotamos. Vamos atentar.

FILOSOFIA

O diretor da Rádio Difusora, Everton Lima, foi sabatinado pelo grupo sobre a cobertura da tragédia da Ouvidor Freire, quando Hélder Massucato Rezende matou a mãe, atirou na mulher, nos três filhos e depois, se matou. Comentou sobre as fórmulas adotadas pelo veículo para chegar rapidamente ao local onde os eventos ocorreram. “Mandamos ao ar o que os profissionais experientes da Difusora nos enviam, tudo ao vivo. A possibilidade do erro existe sim, mas também há a determinação de checar e rechecar tudo, a cada segundo. A filosofia de trabalho da Rádio Difusora é rigorosamente igual à do Comercio da Franca: erros, se ocorrerem, precisam ser corrigidos imediatamente”.

Anúncios

Written by GCN Comunicação

10/11/2008 às 15:07

Uma resposta

Subscribe to comments with RSS.

  1. […] reportagem foi avaliada pelos membros do Conselho de Leitores do Comércio que, ao final, escolheram o texto “No escurinho do cinema”, do radialista Valdes […]


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: