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Dossiês

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Não há, no que foi divulgado por meus detratores, uma única linha de verdade

“Perseverar no cumprimento de seu dever e
guardar silêncio é a melhor resposta à calúnia”

George Washington, ex-presidente americano

Estamos em período pré-eleitoral, época típica no Brasil de uma praga recorrente e de difícil extermínio: o dossiê. O conjunto de “documentos” – inexoravelmente falsos – travestidos de “denúncias” que pipocam com frequência em diversos pontos do país, sempre que estamos às vésperas de uma disputa nas urnas, tem muitos e variados padrinhos, distintas motivações mas, invariavelmente, um único objetivo: atingir a reputação de alguém. Compromisso com a verdade? Nenhum. Responsabilidade de quem denuncia? Zero. Respeito à família dos atacados? Inexiste. É um golpe baixo, rasteiro.

Aqui em Franca, há três meses sou a bola da vez. Pessoas desqualificadas, cujas motivações desconheço mas de quem suspeito as identidades, vêm produzindo “documentos” apócrifos que disparam pela internet como se fossem notícias verdadeiras. Os “spams” – a definição técnica para todo lixo distribuído virtualmente pela internet – abastecem então sites, blogs, tweets e um programa de rádio local. Seus protagonistas, a partir da notícia mentirosa original, incluem considerações, números e fatos igualmente falsos, que vão modificando dia-a-dia, numa corrente retroalimentada, com um único objetivo: me atingir e colocar em xeque o trabalho sério de centenas de profissionais dos nossos veículos.

Não há, no que foi divulgado por meus detratores, uma única linha de verdade nem nada que minimamente se assemelhe a jornalismo. É bom que se diga que nenhum jornal, revista, emissora de TV ou rádio – salvo um único programa – deu importância para os tais “spams. Entre os que “divulgaram” os ataques contra mim contidos nos “spams”, na maior parte do caso, são pequenos sites locais, nos quais ninguém apurou nada nem investigou coisa nenhuma. São estruturas amadoras, onde não há qualquer compromisso com a verdade ou com isenção, nem preocupação com quaisquer elementos que fundamentem as tais “notícias” por eles divulgadas. Só ódio, inveja e a vontade de atingir.

O “spam” sobre o Arraiá Difusora é um bom exemplo de como funciona a engrenagem. Organizamos, nos dias 4, 5 e 6 deste mês, uma típica festa junina num terreno ao lado de nossa sede, no jd. Ângela Rosa, para comemorar o aniversário da rádio. Foram três dias de muita diversão. Como sempre acontece em qualquer evento que organizamos, tudo foi feito dentro da lei, sem gambiarras de qualquer espécie: alvarás, autorizações judiciais, segurança privada, polícias Civil e Militar notificadas, ambulância permanentemente a postos, controle de acesso.

Os ingressos foram trocados por um quilo de alimentos não-perecíveis. No total, três toneladas de mantimentos foram arrecadadas e doadas, imediatamente, para o Fundo de Solidariedade do Município, a quem caberá o encaminhamento para famílias carentes. Doze entidades participaram do evento com barracas de comida típica. Oferecemos toda a infraestrutura de graça. 100% do que arrecadaram ficaram com as próprias entidades que, de forma unânime, elogiaram e parabenizaram a iniciativa. Estive todo o tempo no Arraiá, bem como dezenas de companheiros do GCN Comunicação. Recebi vereadores, deputados, secretários municipais. Conversei com centenas de pessoas, na maior parte, ouvintes queridos da Difusora. Me diverti ao lado de minha filha, da minha mulher grávida, dos filhos e filhas de centenas de colegas de trabalho. Não houve nenhum incidente. Nem um único.

Ainda assim, uma “reportagem” foi “publicada” por um pequeno site pretensamente noticioso de Franca. No texto, dizem que houve uma “explosão” num botijão de gás durante o Arraiá numa das barracas de Fogazza. Seguem relatando que “cinco mulheres ficaram feridas” e que foram socorridas, mas que ninguém registrou a ocorrência no PS Dr. Janjão. Depois, um sujeito – demitido da rádio Difusora por razões que as limitações da legislação trabalhista me impedem de revelar – replica a notícia no seu twitter. Tudo para criar no receptor da mensagem a impressão de que houve um acidente durante a festa, que omitimos isso de leitores e ouvintes de forma deliberada e que, numa “conspiração” que envolveria médicos, enfermeiros e a polícia, agimos para manter tudo em sigilo.

É claro que ninguém deste site fez uma única ligação para perguntar qualquer coisa para as pessoas que trabalharam na organização do evento ou para um único dirigente do Comércio ou da rádio Difusora. Se tivessem ao menos procurado representantes das entidades, teriam ouvido dos próprios coordenadores das barracas de fogazza – ou de qualquer outra – que nada aconteceu. Poderiam ainda ter perguntado à polícia, sempre presente. Ou aos paramédicos da Prontomed, que estiveram a postos durante todo o evento. Nada disso foi feito. E é claro que o “entrevistado” pelo tal site “noticioso” não se identifica. Assim é fácil caluniar, ainda que existam três mil testemunhas de que tudo transcorreu com calma, tranquilidade e respeito, sem registros de problemas de quaisquer espécies.

O outro “spam” tenta transformar em irregularidade o aluguel de um prédio de minha propriedade, no Centro de Franca, para o governo do Estado, onde será instalado o Poupatempo. Já recebi mais de cinco versões diferentes do mesmo texto. Mudam detalhes, valores – cada hora um número diferente é citado – e circunstâncias mas, em essência, trata-se do mesmo material. A apresentação é sofisticada. Quem recebe o “spam” imagina que se trata da reprodução de um texto publicado por um jornal de referência. Diz a “reportagem” que “o governo do Estado dá um prédio para o jornal”, questiona a localização do Poupatempo, faz comparações absurdas e despropositadas, insinua que houve manipulação e leva o leitor a pensar que o caso é “suspeito”. Mas uma vez, seus covardes autores não aparecem. O “spam” é disparado e redisparado. Há apenas um comentário feito por um sujeito no pé do tal e-mail, como se o caso tivesse atingido grande repercussão e estivesse todo mundo comentando em sites e blogs sérios, o que é mentira deslavada.

A engrenagem é similar à que entrou em ação no episódio do Arraiá só que, neste caso, é mais ampla. Pequenos sites e blogs locais – nenhum de veículo de comunicação sério e reconhecido – reproduzem o material sem qualquer critério ou verificação. O mesmo vale para um radialista cuja especialidade é me atacar. Não importa o motivo, o que o sujeito quer é me agredir. Bebe na mesma fonte, repete a mesma bobagem e não se dá ao trabalho de qualquer apuração. Mesmo porque, se tivesse feito, saberia que, gostando ou não de mim, não sou afeito a qualquer tipo de “maracutaia”, como adora dizer. Mas apurar para que se o objetivo não é a verdade, mas sim me atingir? E dá-lhe “spam”, impiedosamente reenviado.

O aluguel do antigo prédio do Comércio para o governo do Estado nada tem de irregular. Participei de uma licitação pública com outros seis proprietários de edifícios. Havia várias exigências a serem cumpridas: determinado número máximo de pavimentos, autorização para ampla reforma e adequação, localização na região central, proximidade de terminais de ônibus, etc. O governo do Estado decidiu alugar exatamente porque não tem prédios próprios ou da prefeitura disponíveis na região Central. O caso de Franca é idêntico ao de diversas outras cidades onde o governo do Estado instalou unidades. Nem sempre há edifícios do Estado disponíveis. Parte-se, então, para o aluguel. Foi o caso de Franca onde, diferente do que diz um dos “spams”, o prédio do DER ou da Unesp jamais poderiam ser indicados. O primeiro porque é de difícil acesso pela população carente, que se locomove de ônibus; o segundo porque tem pavimentos demais, é grande demais e qualquer modificação depende de aprovação do patrimônio histórico. Decidir instalar o Poupatempo na Unesp seria excessivamente caro – e levaria muito mais tempo.

De todos os prédios que participaram da licitação, o meu foi oferecido pelo menor preço. Por esta razão, foi o escolhido. O projeto global do Poupatempo está orçado em R$ 25 milhões. Isso inclui todo o custo da operação por cinco anos. Uma empresa escolhida pelo Estado, numa outra licitação, é quem vai gerir a unidade de Franca. A ela caberá este dinheiro. E, pelo valor recebido, ela terá que cuidar da contratação de funcionários, da compra de móveis, de computadores, de sistemas de telefonia e internet, de insumos, do pagamento das despesas operacionais e do atendimento a milhares de pessoas por dia. O modelo do Poupatempo, desenvolvido em São Paulo, serviu de base para vários outros Estados – e países. É um conceito novo, moderno e extremamente funcional. E, diferente do que induz o “spam”, muito mais econômico para o governo do Estado e útil para a população.

Cerca de R$ 15 mil mensais são destinados ao pagamento de aluguel. Ainda assim, cabe ressaltar que só começarei a receber em agosto de 2011. Até agora, não vi um único tostão e vai continuar desta forma por mais treze meses, apesar do prédio estar à disposição do governo do Estado desde meados de 2009. É justo. Durante a fase inicial do contrato, autorizamos a retirada do entulho do prédio seguindo orientações da primeira empresa escolhida para gerir a unidade de Franca. Acontece que esta empresa foi posteriormente desclassificada e o governo do Estado diz que não autorizou a retirada de nada. Assumi a responsabilidade pelo erro – ainda que involuntário – e ofereci, como compensação, 22 meses de abatimento do valor do contrato. Abri mão de mais de R$ 300 mil. Tudo isso está registrado em atas e documentos. Ninguém, entre os que distribuem o “spam”, perguntou coisa alguma. O mesmo vale para sites, blogs e afins. Atacam, simplesmente, ainda que ninguém do governo do Estado, do Ministério Público, do Tribunal de Contas ou do Judiciário tenha identificado qualquer irregularidade nos procedimentos licitatórios adotados. Foi tudo limpo. Sujeira, só no comportamento e atitude de quem ataca de forma gratuita, leviana – e anônima.

Tenho orgulho de minha profissão, das coisas que construímos aqui no GCN e da relação que mantemos com Franca e dezenas de cidades onde estamos presentes. Tenho consciência, entretanto, de que o jornalismo sério e independente que praticamos não me transforma num típico colecionador de amigos. São muitos os interesses que contrariamos, inúmeros os personagens que incomodamos com o que veiculamos. Se querem reagir tentando desacreditar a minha pessoa ou o trabalho que mais de 300 profissionais desempenham em nossas empresas, paciência. Afinal, como ensina a escritora francesa George Sand, “a calúnia e a injúria são armas da ignorância. Só não devem confundir as estações… Somos resilientes, não frágeis. Aguentamos o tranco e reagimos dentro da lei. Todos os autores de “spams” e aqueles que repercutem de forma irresponsável seu conteúdo serão identificados e processados. Boletins de ocorrência já foram lavrados contra os que nos imputaram crimes sem indício ou comprovação. Ações indenizatórias na esfera cível serão propostas contra os autores – e os responsáveis pelos veículos – que agiram de forma inconsequente.

Só não pedirei que parem de falar qualquer coisa. Defendo o direito sagrado de que se expressem da maneira que acharem melhor. Apenas terão que deixar a cômoda covardia do anonimato e terão que assumir responsabilidade por tudo que dizem ou escrevem. Nos nossos veículos é assim que funciona. A gente escreve, fala e assina embaixo. É como trabalha quem é sério e tem coragem: diz o que pensa e assume a responsabilidade por isso. O resto, é com a Justiça.

CORRÊA NEVES JÚNIOR
é diretor-responsável do Comércio da Franca jrneves@comerciodafranca.com.br

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Written by GCN Comunicação

21/06/2010 às 13:11

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